# Densidade óssea: como proteger os ossos para as próximas décadas URL: https://sanareclinic.com.br/longevidade/densidade-ossea-e-osteoporose/ A massa óssea atinge o pico no início da vida adulta e depois cai, de forma mais acelerada nas mulheres após a menopausa. Fraturas por fragilidade podem tirar independência, e prevenção com exercício, nutrição e avaliação médica faz diferença. ## Osso é tecido vivo O osso parece uma estrutura fixa, mas está em constante renovação. Células chamadas osteoclastos removem osso antigo, e os osteoblastos formam osso novo. Na juventude, a formação supera a remoção, e a massa óssea cresce até atingir o pico no início da vida adulta. Com o passar dos anos, o equilíbrio se inverte e a perda passa a superar a formação. Nas mulheres, a queda do estrogênio na transição menopausal acelera muito essa perda. Nos homens, ela é mais gradual, mas também acontece. Quando a massa e a qualidade óssea caem demais, surgem a osteopenia e a osteoporose, condições silenciosas que só costumam ser percebidas quando ocorre uma fratura por trauma leve, como uma queda da própria altura. ## Fraturas no Brasil O estudo BRAZOS, primeiro levantamento populacional sobre o tema com amostra representativa do Brasil, avaliou 2.420 pessoas com 40 anos ou mais em 150 cidades. Relataram fratura por fragilidade 15,1% das mulheres e 12,8% dos homens. Nas mulheres, os fatores associados incluíram idade avançada, histórico familiar de fratura de quadril, menopausa precoce, sedentarismo, má qualidade de vida, diabetes, uso de benzodiazepínicos e quedas recorrentes. Nos homens, destacaram-se má qualidade de vida, tabagismo, diabetes e sedentarismo. Os autores concluíram que intervenções sobre fatores de risco específicos, como parar de fumar, praticar atividade física regular e prevenir quedas, podem ajudar a reduzir o risco de fratura. Ou seja, boa parte do risco está em fatores modificáveis. ## A menopausa e os ossos A transição menopausal é o período de perda óssea mais rápida na vida da mulher. O estudo SWAN, que acompanhou mulheres americanas ao longo desse processo, mostrou que a reabsorção óssea medida antes e durante a transição se relaciona ao risco futuro de fratura. Mulheres com marcadores de reabsorção acima da mediana tiveram risco de fratura cerca de 45% maior, e aquelas com a menor densidade na coluna e a maior reabsorção tiveram risco quase três vezes maior que as demais. Isso reforça a importância de olhar para os ossos antes e durante a menopausa, e não apenas depois de uma fratura. Segundo a Sociedade Norte-Americana de Menopausa, a terapia hormonal tem relação benefício-risco favorável para prevenir perda óssea em mulheres com menos de 60 anos ou até 10 anos da menopausa, sem contraindicações. ## Exercício: o estímulo que o osso entende O osso responde a carga. Exercícios com impacto e com resistência estimulam a formação óssea, enquanto o sedentarismo acelera a perda. O ensaio LIFTMOR testou um programa supervisionado de treino de força de alta intensidade e impacto em 101 mulheres na pós-menopausa com massa óssea baixa ou muito baixa. Após oito meses, o grupo que treinou teve aumento da densidade óssea da coluna de 2,9%, enquanto o grupo controle perdeu 1,2%. Também houve ganhos na densidade do colo do fêmur, na altura e em todos os testes funcionais, com alta adesão e apenas um evento adverso leve. O detalhe importante é a supervisão: cargas altas foram seguras porque o treino foi progressivo e acompanhado. O mesmo treino precisa ser adaptado para cada pessoa, conforme a condição dos ossos e das articulações. ## Nutrição, quedas e avaliação Proteína adequada, cálcio pela alimentação e níveis suficientes de vitamina D fazem parte da base para os ossos. Suplementos de cálcio e vitamina D podem ser indicados quando a ingestão ou os níveis são baixos, com dose definida pelo médico. Prevenir quedas é tão importante quanto fortalecer o osso. Força nas pernas, equilíbrio, visão em dia, revisão de medicamentos que causam tontura e adaptações em casa reduzem o risco. A densitometria óssea mede a densidade dos ossos e ajuda a estimar o risco de fratura. Ela é indicada para mulheres a partir dos 65 anos e, antes disso, para quem tem fatores de risco, como menopausa precoce, uso de corticoides, baixo peso ou fratura prévia. Quando há osteoporose ou risco alto, existem tratamentos medicamentosos eficazes. ## Ossos no cuidado de longevidade da Sanare Na Sanare Clinic, em São Paulo, a saúde óssea é avaliada como parte do cuidado de longevidade, especialmente para mulheres na transição menopausal e após ela. A Dra. Vânia Declair Cohen investiga histórico de fraturas, hábitos, menopausa, medicamentos e fatores de risco, e indica densitometria e exames laboratoriais quando adequados. O plano integra treino de força orientado, proteína suficiente, vitamina D e cálcio conforme a necessidade, prevenção de quedas e, quando indicado, tratamento hormonal ou medicamentoso. No Programa Sanare de 12 semanas, a bioimpedância mensal acompanha a massa muscular, que protege os ossos e reduz o risco de quedas, e a visita semanal ajuda a manter a regularidade do treino. ## Perguntas frequentes - Osteoporose tem sintomas? Geralmente não. A osteoporose é silenciosa até que aconteça uma fratura, muitas vezes por queda leve. Perda de altura e curvatura nas costas podem sugerir fraturas de vértebras já ocorridas. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/longevidade-osteoporose-sintomas/) - Musculação ajuda a prevenir osteoporose? Sim. O treino de força e os exercícios com impacto estimulam a formação óssea. Um ensaio com mulheres na pós-menopausa mostrou aumento de densidade óssea com treino supervisionado de alta intensidade. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/longevidade-osteoporose-musculacao-ajuda/) - Homem também tem osteoporose? Sim. A osteoporose é mais comum em mulheres, mas também atinge homens, especialmente com idade avançada, tabagismo, diabetes, sedentarismo, uso de corticoides ou baixa testosterona. No Brasil, 12,8% dos homens avaliados no estudo BRAZOS relataram fratura por fragilidade. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/longevidade-osteoporose-homem/) - Cálcio e vitamina D devem ser suplementados depois dos 50? Depende. A prioridade é obter cálcio pela alimentação e manter níveis adequados de vitamina D. Suplementos são indicados quando a ingestão ou os níveis estão baixos, ou em quem tem osteoporose, com dose definida pelo médico. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/longevidade-osteoporose-calcio-vitamina-d/) ## Dados e evidências - No estudo BRAZOS, com 2.420 brasileiros de 40 anos ou mais, 15,1% das mulheres e 12,8% dos homens relataram fratura por fragilidade. Fonte: Pinheiro et al., Osteoporosis International 2009 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18597037/) - Em 101 mulheres na pós-menopausa com massa óssea baixa, treino supervisionado de alta intensidade aumentou a densidade da coluna em 2,9%, contra perda de 1,2% no controle. Fonte: Watson et al., J Bone Miner Res 2018 (LIFTMOR) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28975661/) - Mulheres com reabsorção óssea acima da mediana na transição menopausal tiveram risco de fratura cerca de 45% maior. Fonte: Cauley et al., Menopause 2012 (SWAN) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22850443/) - A terapia hormonal tem relação benefício-risco favorável para prevenir perda óssea em mulheres com menos de 60 anos ou até 10 anos da menopausa, sem contraindicações. Fonte: North American Menopause Society 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/) ## Fontes - Clinical risk factors for osteoporotic fractures in Brazilian women and men: BRAZOS (2009): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18597037/ - High-Intensity Resistance and Impact Training Improves BMD in Postmenopausal Women: LIFTMOR (2018): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28975661/ - Bone resorption and fracture across the menopausal transition: SWAN (Menopause, 2012): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22850443/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ - Vitamin D Supplements and Prevention of Cancer and Cardiovascular Disease (NEJM, 2019): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30415629/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.