# Medicina integrativa: o que é e o que não é URL: https://sanareclinic.com.br/medicina-integrativa/o-que-e-medicina-integrativa-e-o-que-nao-e/ Medicina integrativa é a medicina convencional somada, de forma coordenada, a abordagens complementares que têm evidência e fazem sentido para você. Ela não é medicina alternativa, não dispensa diagnóstico e não substitui tratamentos que funcionam. ## A definição que importa Medicina integrativa é um jeito de praticar medicina que junta o que a ciência convencional oferece com abordagens complementares, de forma coordenada e com a pessoa inteira no centro. O Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa dos Estados Unidos (NCCIH, ligado ao NIH) usa exatamente essa ideia: integrativa é a abordagem que reúne o convencional e o complementar de maneira coordenada. A palavra coordenada faz toda a diferença. Não se trata de um cardápio de terapias escolhidas por gosto, nem de somar suplementos, soros e práticas sem critério. Existe um médico responsável que investiga, diagnostica, escolhe as intervenções com base no que encontrou e acompanha a resposta ao longo do tempo. Na prática, isso significa que exames laboratoriais, exame físico, medicamentos quando indicados e diretrizes clínicas continuam no centro do cuidado. O que se acrescenta é tempo para escutar, atenção ao estilo de vida e o uso criterioso de recursos como alimentação terapêutica, atividade física orientada, práticas de corpo e mente e suplementação com motivo definido. ## Complementar, alternativo e integrativo não são sinônimos Complementar é o que se usa junto com a medicina convencional; alternativo é o que se usa no lugar dela; integrativo é a coordenação das duas coisas em um único plano. Essa distinção do NCCIH parece técnica, mas tem consequências reais para a sua saúde. Um estudo da Universidade Yale publicado no Journal of the National Cancer Institute comparou pacientes com câncer não metastático que escolheram apenas terapias alternativas com pacientes que fizeram o tratamento convencional. O risco de morte foi cerca de duas vezes e meia maior no grupo que abriu mão do tratamento padrão. É um exemplo extremo, mas mostra por que a medicina integrativa séria nunca propõe trocar um tratamento eficaz por uma promessa natural. Quando alguém oferece algo para substituir a quimioterapia, a insulina, o anticoagulante ou o remédio da pressão, isso não é medicina integrativa. É medicina alternativa, e o nome correto ajuda você a reconhecer o risco. ## O que a medicina integrativa não é Medicina integrativa não é uma especialidade de fórmulas prontas, de soros oferecidos antes da consulta ou de exames da moda pedidos em pacote. Também não é uma medicina contra a ciência, contra medicamentos ou contra especialistas. Vale desconfiar quando o discurso trata toda doença como consequência de uma única causa, como intestino, toxinas ou cortisol, ou quando a solução é sempre a mesma lista de suplementos para todos. A fisiologia humana é integrada, e por isso mesmo exige raciocínio clínico individual, não simplificação. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina mantém regras para a prática ortomolecular, que proíbem, entre outras coisas, doses de vitaminas e minerais acima dos limites de segurança e tratamentos vendidos como antienvelhecimento. Uma medicina integrativa responsável trabalha dentro dessas regras e deixa claro o que tem evidência forte, o que tem evidência moderada e o que ainda é experimental. ## Por que tanta gente procura esse modelo Muitas pessoas procuram a medicina integrativa porque sentem que foram atendidas por partes, sem que ninguém olhasse para o conjunto. Cansaço, sono ruim, ganho de gordura abdominal, intestino irregular e queda de disposição costumam aparecer juntos, e cada queixa acaba indo para um especialista diferente. Esse movimento não é só brasileiro. Segundo o NCCIH, uma pesquisa nacional de 2012 nos Estados Unidos mostrou que mais de 30% dos adultos usavam alguma abordagem de saúde fora do circuito convencional. Uma análise de 20 anos do mesmo inquérito, publicada na Scientific Reports em 2024, estimou que 18,3% dos adultos americanos meditavam em 2022 e 16,8% praticavam yoga. No Brasil, o próprio Sistema Único de Saúde oferece 29 procedimentos de práticas integrativas e complementares, dentro de uma política nacional criada em 2006. O interesse existe; o desafio é separar o que tem base do que é apenas marketing. ## Como a Sanare pratica medicina integrativa em São Paulo Na Sanare Clinic, a medicina integrativa começa por diagnóstico e base fisiológica, não por um frasco. A Dra. Vânia Declair Cohen (CRM/SP 260848) costuma diferenciar a reposição de vitaminas sem critério de uma medicina que investiga por que o corpo saiu do equilíbrio, olhando com atenção para fígado, mitocôndria, intestino e o eixo do estresse, ligado à suprarrenal e ao cortisol. A primeira consulta dura cerca de duas horas, com história detalhada, exame físico, revisão de exames anteriores e, quando indicado, bioimpedância para medir composição corporal. A partir daí, muitas pacientes seguem para um Programa Sanare de 12 semanas, com visita semanal à clínica, três consultas, duas interconsultas e bioimpedância mensal com relatório de evolução. O cuidado conversa com os médicos que já acompanham você. Nenhum remédio de uso contínuo é suspenso sem avaliação, e cada intervenção acrescentada tem um motivo registrado e um tempo para ser reavaliada. Atendemos pacientes de toda a cidade de São Paulo na unidade do Itaim Bibi. ## Perguntas frequentes - Medicina integrativa é a mesma coisa que medicina alternativa? Não. Medicina alternativa é usada no lugar do tratamento convencional; medicina integrativa coordena o tratamento convencional com abordagens complementares que fazem sentido para o seu caso. Na integrativa séria, nada que funciona é abandonado. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-e-medicina-alternativa/) - Medicina integrativa tem base científica? A medicina integrativa responsável usa o que tem evidência e deixa claro o nível de evidência de cada recurso. Exercício, alimentação, sono e algumas práticas de corpo e mente têm boa base; outras abordagens têm evidência limitada e devem ser apresentadas assim. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-tem-base-cientifica/) - A medicina integrativa é reconhecida no Brasil? As práticas integrativas e complementares fazem parte de uma política nacional do SUS desde 2006, hoje com 29 procedimentos. Medicina integrativa, porém, não é uma especialidade médica registrada; o que vale é ser praticada por médico, com diagnóstico e dentro das regras do CFM. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-e-reconhecida-no-brasil/) - Para quem a medicina integrativa é indicada? Para quem tem sintomas que se somam sem explicação clara, doenças crônicas que precisam de um olhar mais amplo ou quer cuidar da saúde a longo prazo com acompanhamento próximo. Ela não substitui atendimento de urgência nem o especialista em doenças que exigem tratamento específico. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-para-quem-e-indicada/) ## Dados e evidências - Pelo NCCIH, abordagem complementar é usada junto com a medicina convencional, alternativa é usada no lugar dela, e integrativa reúne as duas de forma coordenada; em 2012, mais de 30% dos adultos americanos usavam abordagens fora do circuito convencional. Fonte: NCCIH/NIH (https://www.nccih.nih.gov/health/complementary-alternative-or-integrative-health-whats-in-a-name) - Pacientes com câncer curável que usaram só medicina alternativa, sem tratamento convencional, tiveram risco de morte 2,5 vezes maior (HR 2,50) do que os tratados de forma convencional. Fonte: Johnson et al., J Natl Cancer Inst, 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28922780/) - O SUS oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de práticas integrativas e complementares institucionalizados pela PNPIC. Fonte: Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics) - Em 2022, 18,3% dos adultos dos EUA meditavam e 16,8% praticavam yoga, ambos com crescimento significativo desde 2002. Fonte: Scientific Reports, 2024 (NHIS 2002–2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38951149/) ## Fala da médica "Você não tá falando que você tá fazendo emagrecimento ou botox, você tá em protocolo de medicina integrativa de longevidade." — Dra. Vania Declair Cohen ## Fontes - NCCIH — Complementary, Alternative, or Integrative Health: What's In a Name?: https://www.nccih.nih.gov/health/complementary-alternative-or-integrative-health-whats-in-a-name - Johnson SB et al. Use of Alternative Medicine for Cancer and Its Impact on Survival. J Natl Cancer Inst. 2018: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28922780/ - Ministério da Saúde — Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS): https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics - Prevalence and 20-year trends in meditation, yoga, guided imagery and progressive relaxation use among US adults (Sci Rep, 2024): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38951149/ - Diabetes Prevention Program Research Group. N Engl J Med. 2002: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11832527/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.