# Práticas integrativas no SUS: o que é a PNPIC URL: https://sanareclinic.com.br/medicina-integrativa/praticas-integrativas-no-sus-pnpic/ A PNPIC é a política do Ministério da Saúde que, desde 2006, inclui práticas integrativas e complementares no SUS, hoje com 29 procedimentos. Conhecer o que ela oferece ajuda a separar política pública de evidência científica. ## Como a política nasceu A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, a PNPIC, foi aprovada pela Portaria nº 971 do Ministério da Saúde em 3 de maio de 2006. O objetivo foi organizar e dar segurança a práticas que já eram usadas em vários municípios, levando-as para a rede pública de forma regulamentada. Na versão original, a política reunia quatro grandes áreas: medicina tradicional chinesa e acupuntura, incluindo práticas corporais como tai chi chuan e lian gong; homeopatia; plantas medicinais e fitoterapia; e termalismo social, também chamado de crenoterapia, que é o uso terapêutico de águas minerais como complemento a outros tratamentos. A ideia central da portaria é que essas práticas atuem de forma complementar ao cuidado convencional, com prioridade na atenção primária, onde está a porta de entrada da maior parte dos brasileiros no sistema de saúde. ## De quatro áreas para 29 procedimentos Com o tempo, a lista cresceu e hoje o Ministério da Saúde informa que o SUS oferece 29 procedimentos de práticas integrativas e complementares. Em 2017 e em 2018, portarias ampliaram o rol. A Portaria nº 702, de 21 de março de 2018, por exemplo, incluiu 12 práticas, entre elas aromaterapia, apiterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, medicina antroposófica, ozonioterapia, terapia de florais e termalismo social. A oferta varia muito de município para município. Algumas cidades têm acupuntura, yoga, meditação e fitoterapia em unidades básicas; outras oferecem pouco ou nada. Em São Paulo, a disponibilidade depende da unidade e da região. Para a paciente, o mais útil é saber que essas práticas existem na rede pública e que podem ser procuradas na unidade básica de referência, sempre como complemento ao acompanhamento médico. Se você usa medicamentos de forma contínua, vale avisar o médico antes de começar qualquer prática nova. ## Estar no SUS não é o mesmo que ter a mesma evidência A inclusão de uma prática na política pública não significa que todas tenham o mesmo grau de comprovação científica. A PNPIC reúne recursos com evidência razoável para algumas condições, como acupuntura para prevenção de enxaqueca e práticas corporais para dor crônica, e outros com evidência fraca ou ausente. Um ensaio clínico publicado no JAMA Internal Medicine, por exemplo, mostrou que a acupuntura verdadeira reduziu a frequência de crises de enxaqueca mais do que a acupuntura simulada ao longo de 24 semanas. Já para práticas como cromoterapia ou terapia de florais, não há ensaios robustos que sustentem efeitos sobre doenças. Uma medicina integrativa honesta faz essa distinção sem preconceito e sem entusiasmo excessivo. Ela pergunta, para cada caso: qual é a condição, qual é a evidência dessa prática para essa condição, quais os riscos e como saberemos se está ajudando. ## Plantas medicinais e fitoterápicos na rede pública A fitoterapia é uma das áreas mais estruturadas da política. Em 2009, o Ministério da Saúde criou a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS, a ReniSUS, com 71 espécies vegetais com potencial terapêutico, usada como referência para pesquisa e desenvolvimento. Além disso, segundo o Ministério, o SUS oferece doze medicamentos fitoterápicos que constam no Anexo I da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, a Rename. Isso significa que alguns fitoterápicos passaram por avaliação e estão disponíveis como medicamentos, com padronização, e não apenas como chás de uso popular. A diferença entre planta medicinal e fitoterápico é importante. A planta in natura varia em concentração de princípios ativos conforme o cultivo e o preparo. O fitoterápico registrado tem composição padronizada, dose definida e controle de qualidade, o que permite prescrição mais segura. ## Onde a Sanare se encaixa nesse cenário A Sanare Clinic não substitui as práticas oferecidas no SUS, e o SUS não substitui uma consulta médica longa e individual. São caminhos que podem conviver. Muitas pacientes já fazem yoga, acupuntura ou meditação e procuram a Sanare para organizar o conjunto do cuidado, investigar causas e acompanhar metabolismo, hormônios e composição corporal. Na consulta inicial, de cerca de duas horas, a Dra. Vânia Declair Cohen pergunta sobre todas as práticas e produtos que você usa, inclusive chás e fitoterápicos, porque alguns interagem com medicamentos. Quando uma prática complementar faz sentido para o seu caso, ela pode ser recomendada e encaixada no plano. Nos Programas Sanare de 12 semanas, você tem visita semanal, três consultas, duas interconsultas e bioimpedância mensal. É um formato que complementa, com acompanhamento próximo, os recursos que a rede pública e a sua rotina já oferecem. ## Perguntas frequentes - Quais práticas integrativas o SUS oferece? O SUS informa oferecer 29 procedimentos, entre eles acupuntura, homeopatia, fitoterapia, yoga, meditação, tai chi chuan, termalismo, aromaterapia e outras práticas incluídas em 2017 e 2018. A oferta varia de município para município. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-quais-praticas-sus-oferece/) - Como conseguir acupuntura ou yoga pelo SUS em São Paulo? O caminho mais comum é procurar a unidade básica de saúde de referência do seu endereço e perguntar sobre práticas integrativas disponíveis. A oferta varia por unidade e região. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-como-acessar-pics-sus/) - As práticas integrativas do SUS têm comprovação científica? Varia muito. Algumas, como acupuntura para enxaqueca e práticas corporais para dor crônica, têm estudos consistentes; outras têm evidência fraca ou ausente. Estar no SUS não equivale a ter a mesma comprovação. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-pics-tem-evidencia/) - Fazer práticas integrativas no SUS substitui a consulta médica? Não. As práticas integrativas são complementares e não substituem diagnóstico, exames e acompanhamento médico, especialmente em quem tem doença crônica ou usa medicamentos. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/integrativa-pics-x-consulta-medica/) ## Dados e evidências - A Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006, aprovou a PNPIC com medicina tradicional chinesa e acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo social. Fonte: Ministério da Saúde, Portaria 971/2006 (https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html) - A Portaria nº 702, de 21 de março de 2018, incluiu 12 novas práticas na PNPIC, como aromaterapia, hipnoterapia, ozonioterapia e terapia de florais. Fonte: Ministério da Saúde, Portaria 702/2018 (https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html) - O SUS oferece 29 procedimentos de práticas integrativas e complementares institucionalizados pela PNPIC. Fonte: Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics) - A ReniSUS, criada em 2009, reúne 71 espécies vegetais com potencial terapêutico, e o SUS oferece doze fitoterápicos da Rename. Fonte: Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/plantas-medicinais-e-fitoterapicos/plantas-medicinais-e-fitoterapicos-no-sus) - Em ensaio com 249 pessoas com enxaqueca sem aura, a acupuntura verdadeira reduziu 3,2 crises em 16 semanas, contra 2,1 com acupuntura simulada. Fonte: Zhao et al., JAMA Intern Med, 2017 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28241154/) ## Fontes - Ministério da Saúde — Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006 (PNPIC): https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html - Ministério da Saúde — Portaria nº 702, de 21 de março de 2018: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html - Ministério da Saúde — Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS): https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics - Ministério da Saúde — Plantas medicinais e fitoterápicos no SUS: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/plantas-medicinais-e-fitoterapicos/plantas-medicinais-e-fitoterapicos-no-sus - Zhao L et al. The Long-term Effect of Acupuncture for Migraine Prophylaxis. JAMA Intern Med. 2017: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28241154/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.