# Melasma e medicina regenerativa: o que a evidência permite dizer URL: https://sanareclinic.com.br/medicina-regenerativa/melasma-e-medicina-regenerativa/ Melasma é uma condição crônica de manchas escuras no rosto, ligada a hormônios, sol e predisposição. O PRP aparece em estudos como opção complementar, mas a evidência é conflitante, e nenhum tratamento elimina o risco de retorno. ## Uma condição crônica, não uma mancha comum Melasma é uma condição crônica da pele em que surgem manchas acastanhadas, geralmente simétricas, na testa, nas bochechas, acima do lábio e no queixo. É muito mais frequente em mulheres e em peles morenas, e tem forte componente hormonal: costuma aparecer ou piorar na gestação, com anticoncepcionais e em fases de oscilação hormonal. O sol é o principal gatilho, mas não o único. Luz visível, calor, inflamação da pele e fatores vasculares também participam. Por isso, o melasma é diferente de uma mancha solar comum: ele envolve melanócitos hiperativos, alterações dos vasos da derme e da membrana que separa epiderme e derme. Essa complexidade explica por que ele volta com tanta frequência, mesmo após boa resposta inicial. Também é comum confundir melasma com outras manchas, como as solares, as pós-inflamatórias ou as causadas por medicamentos. O tratamento muda conforme o diagnóstico, por isso o exame com luz adequada é o ponto de partida. ## Por que se pensou em PRP A ideia de usar PRP no melasma veio de observações de laboratório: alguns fatores de crescimento liberados pelas plaquetas parecem reduzir a produção de melanina e favorecer a reparação da membrana basal e da barreira da pele. Também se cogita um efeito sobre a inflamação e os vasos. Na prática, o PRP é aplicado em microinjeções ou associado ao microagulhamento, geralmente como complemento a tratamentos já estabelecidos, como fotoproteção rigorosa e despigmentantes tópicos prescritos. ## O que os estudos mostram, com cautela A evidência sobre PRP no melasma é conflitante. Uma metanálise de 2021 reuniu dez estudos com 395 pacientes e observou redução do índice de gravidade do melasma após o tratamento, com efeitos adversos leves, como vermelhidão e congestão local. A combinação com microagulhamento pareceu a mais satisfatória. Já uma metanálise mais recente, publicada em 2026 com 11 estudos clínicos, comparou o PRP com tratamentos alternativos e não encontrou diferença significativa na melhora da gravidade, nem quando o PRP foi combinado a outras terapias. A análise também mostrou que o resultado geral dependia muito de um único estudo pequeno, o que indica fragilidade estatística. Na região dos olhos, uma revisão de 2025 encontrou evidência mais forte do PRP para hiperpigmentação do que do PRF. Mas olheira pigmentada e melasma não são a mesma condição. A leitura honesta é que o PRP pode ter algum papel como complemento em casos selecionados, mas não há base para apresentá-lo como solução para melasma. ## O que precisa ficar claro antes de qualquer procedimento No melasma, alguns procedimentos podem piorar as manchas. Inflamação, calor e agressão à pele podem estimular os melanócitos e causar escurecimento, especialmente em peles morenas. Por isso, qualquer técnica com agulha ou energia exige avaliação cuidadosa, preparo da pele e acompanhamento. Essa informação deve ser apresentada à paciente antes da decisão. E a base não muda: fotoproteção diária com proteção contra luz visível, reaplicação, chapéu, tratamento tópico prescrito e revisão de fatores hormonais. Sem isso, nenhum procedimento se sustenta. ## Fatores internos que pesam no melasma O melasma não depende só do sol. Hormônios femininos têm papel importante, e por isso a condição costuma aparecer na gravidez, com anticoncepcionais e em fases de oscilação hormonal. Em algumas mulheres, a reposição hormonal na menopausa também pode influenciar as manchas, para melhor ou para pior, e esse ponto deve ser acompanhado de perto. Alterações da tireoide, alguns medicamentos que aumentam a sensibilidade ao sol e cosméticos irritantes também podem contribuir. Calor intenso, como o de cozinhas, saunas e exercícios em ambiente quente, é um gatilho que muitas pacientes desconhecem. Revisar esses fatores é parte do tratamento. Às vezes, ajustar um anticoncepcional, trocar um cosmético ou mudar o horário do exercício faz tanta diferença quanto um procedimento. Por isso, a consulta inclui perguntas sobre rotina, medicamentos e histórico hormonal, e não apenas o exame das manchas. ## Como a Sanare conduz o melasma Na Sanare, o melasma é tratado como condição crônica que exige manejo de longo prazo. A Dra. Vânia avalia o tipo de pele, a profundidade e a distribuição das manchas, o histórico hormonal, o uso de anticoncepcionais ou reposição e a exposição diária ao sol e ao calor. O plano começa pela base e pela investigação de fatores internos. Recursos regenerativos podem ser discutidos como complemento, com explicação de que a evidência é limitada e conflitante e de que existe risco de piora em alguns casos. Não há promessa de clareamento definitivo, e a manutenção faz parte do cuidado. ## Perguntas frequentes - PRP trata melasma? Alguns estudos mostram melhora com PRP, principalmente associado a microagulhamento, mas a metanálise mais recente não encontrou vantagem sobre outros tratamentos. É, no máximo, um complemento em casos selecionados. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/regenerativa-prp-trata-melasma/) - Melasma tem cura? Melasma é uma condição crônica: pode ser controlado e clarear bastante, mas tende a voltar com sol, calor e alterações hormonais. Por isso, o cuidado é de manutenção. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/regenerativa-melasma-tem-cura/) - Procedimentos podem piorar o melasma? Sim. Calor, inflamação e agressão à pele podem estimular os melanócitos e escurecer as manchas, principalmente em peles morenas. Por isso, qualquer procedimento exige avaliação e preparo. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/regenerativa-procedimentos-piorar-melasma/) - Exossomo ajuda no melasma? Há interesse, mas poucos dados. Uma revisão de estudos em humanos com exossomos de células mesenquimais mostrou redução de melanina sem significância estatística. Ainda não é possível recomendá-lo para melasma. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/regenerativa-exossomo-melasma/) ## Dados e evidências - Metanálise de 10 estudos (395 pacientes) observou redução do índice de gravidade do melasma após PRP, com efeitos adversos leves. Fonte: Zhao et al., Dermatology and Therapy, 2021 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34269967/) - Metanálise de 2026 com 11 estudos não encontrou diferença significativa entre PRP e tratamentos alternativos na gravidade do melasma; o resultado dependia de um estudo pequeno. Fonte: Ma et al., Aesthetic Plastic Surgery, 2026 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42228070/) - Na região dos olhos, revisão de 14 estudos encontrou evidência mais forte do PRP do que do PRF para hiperpigmentação. Fonte: Sollitto et al., Journal of Cosmetic Dermatology, 2025 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41190633/) ## Fontes - Zhao et al. Efficacy and safety of PRP in melasma: meta-analysis. Dermatol Ther (Heidelb), 2021: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34269967/ - Ma et al. PRP in the treatment of melasma: meta-analysis. Aesthetic Plast Surg, 2026: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42228070/ - Sollitto et al. PRP versus PRF for periorbital rejuvenation. J Cosmet Dermatol, 2025: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41190633/ - Al Shammrie et al. MSC-derived exosomes for scars, aging and hyperpigmentation. Reports, 2025: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41441544/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.