# Nutrientes que pedem atenção na menopausa: proteína, cálcio, vitamina D e soja URL: https://sanareclinic.com.br/nutrologia/alimentacao-na-menopausa/ Na menopausa, o corpo passa a perder músculo e osso mais depressa, e a alimentação ganha papel de proteção. Proteína, cálcio, vitamina D, fibras e escolhas certas de gordura são a base, com ajustes individuais. ## O que muda no corpo e por que a nutrição importa A transição da menopausa traz a queda progressiva do estrogênio, hormônio que protege músculo, osso, vasos e metabolismo. Os efeitos aparecem em várias frentes: a massa muscular diminui com mais rapidez, a perda óssea se acelera nos primeiros anos após a última menstruação, a gordura migra para o abdome, a sensibilidade à insulina tende a piorar e o colesterol LDL costuma subir. Nenhuma dieta substitui o tratamento hormonal quando ele é indicado, nem o treino de força. Mas a alimentação define a matéria-prima com que o corpo vai trabalhar. Uma mulher que come pouca proteína e pouco cálcio entra nessa fase em desvantagem, e corrigir isso é uma das medidas mais simples e eficazes de proteção para as décadas seguintes. ## Proteína: a prioridade número um Para proteger o músculo, a proteína precisa subir. O grupo de especialistas da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo recomenda pelo menos 1,0 a 1,2 grama por quilo de peso ao dia para pessoas mais velhas saudáveis, e mais na presença de doenças, sempre combinado a exercício. Muitas mulheres na faixa dos 50 anos ficam abaixo disso, principalmente no café da manhã e no lanche. Na prática, vale incluir uma fonte de proteína em todas as refeições: ovos, iogurte natural, queijos brancos, peixes, frango, carnes magras, feijões, lentilha, tofu. Distribuir a proteína ao longo do dia, em vez de concentrá-la no jantar, ajuda o músculo a responder melhor. Quando o apetite está baixo ou a rotina não permite, um suplemento proteico pode complementar, com indicação. ## Ossos: cálcio, vitamina D e o que mais O cálcio é o principal mineral do osso, e a preferência é obtê-lo da comida: leite, iogurte, queijos, sardinha com espinha, folhas verde-escuras como couve e brócolis e bebidas vegetais fortificadas. Suplementos de cálcio devem ser reservados a quem não consegue atingir a necessidade pela alimentação, porque o excesso pode favorecer cálculos renais em pessoas predispostas. A vitamina D ajuda a absorver o cálcio, mas os dados sobre suplementação de rotina pedem cautela. Uma análise do estudo VITAL, publicada no New England Journal of Medicine em 2022, mostrou que a vitamina D3 não reduziu fraturas em adultos saudáveis não selecionados por deficiência ou osteoporose. Para mulheres com osteopenia, osteoporose ou deficiência documentada, a reposição tem papel, decidido individualmente. Proteína adequada e treino com carga também protegem o osso. ## Soja e ondas de calor: o que a ciência diz A soja contém isoflavonas, compostos de estrutura parecida com a do estrogênio, e por isso é estudada para os sintomas da menopausa. Uma metanálise publicada na revista Menopause em 2012 reuniu ensaios duplo-cegos e mostrou que isoflavonas de soja, em dose mediana de 54 mg por dia durante 6 semanas a 12 meses, reduziram a frequência das ondas de calor em 20,6% em comparação com placebo, além de reduzirem a intensidade. O efeito é real, porém menor e mais lento do que o da terapia hormonal, e varia de mulher para mulher. Alimentos de soja, como tofu, edamame e bebida de soja, podem fazer parte da alimentação. Suplementos concentrados de isoflavonas devem ser discutidos com o médico, especialmente por mulheres com histórico de câncer de mama ou outros tumores sensíveis a hormônio. ## Metabolismo, coração e intestino Como o risco cardiovascular e a resistência à insulina aumentam nessa fase, a qualidade dos carboidratos e das gorduras ganha peso. Grãos integrais, feijões, vegetais e frutas inteiras oferecem fibras que ajudam no controle da glicose e do colesterol e no funcionamento do intestino, que muitas vezes fica mais lento. Azeite, castanhas e peixes substituem com vantagem gorduras de frituras e de ultraprocessados. O álcool merece atenção especial: além de calorias vazias, piora ondas de calor, sono e gordura no fígado. Cafeína em excesso também pode intensificar fogachos e insônia em algumas mulheres. Hidratação adequada ajuda no intestino, na pele e no controle do apetite. ## Como a Sanare cuida da nutrição na menopausa Na Sanare, a nutrição na menopausa faz parte de um cuidado integrado. A Dra. Vânia Declair Cohen avalia sintomas, exames, saúde óssea, composição corporal e risco cardiovascular e, quando indicado, discute opções hormonais ou não hormonais. A meta de proteína, as fontes de cálcio e a eventual reposição de vitamina D são definidas para o seu caso. O Programa Essência, voltado à menopausa, organiza esse acompanhamento em 12 semanas, com visita semanal, três consultas, duas interconsultas e bioimpedância mensal para acompanhar músculo e gordura. A clínica fica no Itaim Bibi e atende mulheres de toda São Paulo pelo WhatsApp +55 11 96964-1144. ## Perguntas frequentes - Soja ajuda nos calores da menopausa? Pode ajudar algumas mulheres. Isoflavonas de soja reduziram a frequência das ondas de calor em cerca de 20% em estudos, efeito menor e mais lento que o da terapia hormonal. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/nutrologia-soja-calores-menopausa/) - Preciso tomar cálcio na menopausa? Nem sempre. A preferência é atingir a necessidade com alimentos como laticínios, sardinha e folhas verde-escuras. Suplemento é indicado quando a alimentação não basta, com dose ajustada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/nutrologia-calcio-menopausa/) - Por que engordo na barriga depois da menopausa? Com a queda do estrogênio, a gordura tende a se acumular no abdome, e a perda de músculo reduz o gasto de energia. Alimentação, treino de força, sono e, quando indicado, tratamento hormonal ajudam. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/nutrologia-barriga-depois-menopausa/) - Colágeno ajuda na menopausa? Pode ter efeito modesto na pele, segundo alguns estudos, mas não substitui proteína completa, treino de força nem cuidado com os ossos. Ele é uma proteína incompleta. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/nutrologia-colageno-menopausa/) ## Dados e evidências - Isoflavonas de soja (mediana de 54 mg/dia) reduziram a frequência das ondas de calor em 20,6% em relação ao placebo, em metanálise de ensaios duplo-cegos. Fonte: Taku et al., Menopause 2012 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22433977/) - Vitamina D3 não reduziu fraturas totais (HR 0,98) em 25.871 adultos não selecionados por deficiência ou osteoporose. Fonte: LeBoff et al., NEJM 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35939577/) - A ESPEN recomenda ao menos 1,0 a 1,2 g/kg/dia de proteína para pessoas mais velhas saudáveis, associada a exercício resistido e aeróbico. Fonte: Deutz et al., Clin Nutr 2014 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24814383/) ## Fontes - Taku et al., Menopause 2012 — isoflavonas de soja e ondas de calor: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22433977/ - LeBoff et al., NEJM 2022 — vitamina D e fraturas no VITAL: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35939577/ - Deutz et al., Clin Nutr 2014 — recomendações da ESPEN sobre proteína e envelhecimento: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24814383/ - de Miranda et al., Int J Dermatol 2021 — colágeno hidrolisado e envelhecimento da pele: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33742704/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.