# Diabetes: como proteger olhos, pés e rins URL: https://sanareclinic.com.br/programa-compasso-doencas-cronicas/diabetes-olhos-pes-e-rins/ As complicações do diabetes nos olhos, pés e rins começam em silêncio, e o rastreamento anual é a forma de encontrá-las cedo. Saiba quais exames fazer, quais sinais observar em casa e como manter esse cuidado em dia. ## Por que as complicações aparecem sem avisar A glicose alta por muito tempo afeta principalmente os vasos sanguíneos pequenos e os nervos. Os órgãos mais sensíveis a esse dano são a retina, os rins e os nervos dos pés. O problema é que, nas fases iniciais, nenhuma dessas alterações costuma doer ou atrapalhar a rotina. Uma metanálise publicada na revista Diabetes Care, que reuniu 35 estudos e quase 23 mil pessoas com diabetes, estimou que 34,6% tinham algum grau de retinopatia diabética. A frequência aumentou com o tempo de doença, com a hemoglobina glicada e com a pressão arterial. Em outras palavras, as mesmas medidas que controlam o diabetes também protegem os órgãos. É por isso que o rastreamento existe: procurar a alteração antes que ela dê sinal, quando os tratamentos têm mais chance de preservar a visão, a função dos rins e a integridade dos pés. ## Olhos: o exame anual que ninguém deveria pular O NIDDK, instituto de diabetes dos Estados Unidos, recomenda que pessoas com diabetes façam um exame completo dos olhos com dilatação da pupila uma vez por ano. A orientação lembra que os olhos podem parecer perfeitos e, mesmo assim, ter alterações na retina, e que esse exame é a única forma de saber com segurança. A retinopatia diabética, o edema macular, a catarata e o glaucoma são mais frequentes em quem tem diabetes. Visão embaçada que vai e volta pode refletir oscilações da glicose, mas também pode ser sinal de algo mais sério, e merece avaliação. Além do exame anual, o cuidado com os olhos passa pelos mesmos pilares do restante do tratamento: glicose, pressão e colesterol controlados, e abandono do cigarro. Na Sanare, a médica confere se o seu exame de fundo de olho está em dia e encaminha ao oftalmologista quando necessário. ## Pés: o cuidado que começa em casa O dano aos nervos, chamado neuropatia diabética, faz a pessoa perder sensibilidade nos pés. Uma pedrinha no sapato, uma bolha ou um corte pequeno podem passar despercebidos e evoluir para feridas difíceis de cicatrizar, principalmente quando a circulação também está prejudicada. A orientação do NIDDK é olhar os pés todos os dias, procurando cortes, bolhas, vermelhidão, calos e alterações nas unhas; lavar e secar bem, inclusive entre os dedos; nunca andar descalço; e usar calçados confortáveis que não machuquem. Pelo menos uma vez por ano, um profissional deve examinar os pés por completo, testando sensibilidade e pulsos. Quem já tem perda de sensibilidade ou alterações no formato dos pés precisa dessa avaliação em todas as consultas. A cicatrização de feridas é uma área em que a Dra. Vânia Declair Cohen tem trajetória longa, com pesquisa publicada desde os anos 1990. Na Sanare, a avaliação dos pés faz parte do acompanhamento de quem tem diabetes. ## Rins: dois exames simples e muito informativos A doença renal do diabetes também é silenciosa. Quando aparecem sintomas como inchaço ou cansaço, a perda de função costuma estar avançada. Por isso, o rastreamento usa dois exames simples: a creatinina no sangue, que permite estimar a taxa de filtração dos rins, e a albuminúria, que mede a perda de proteína na urina e costuma ser o primeiro sinal de sobrecarga. O NIDDK lista o diabetes e a pressão alta como as principais condições que aumentam o risco de doença renal. As medidas de proteção são conhecidas: controlar glicose e pressão, manter o colesterol na meta, evitar o uso diário de anti-inflamatórios sem orientação e não fumar. Alguns medicamentos para diabetes e para pressão também têm efeito protetor sobre os rins, e a escolha deles é feita pelo médico que conduz o tratamento. Na Sanare, creatinina e albuminúria fazem parte dos exames de controle do Programa Compasso. ## Organizando o calendário de rastreamento Uma dificuldade comum é que cada exame fica com um especialista diferente, e ninguém olha o conjunto. A pessoa faz a glicada com o endocrinologista, o fundo de olho quando lembra e a avaliação dos pés quase nunca. No Programa Compasso, a consulta inicial de cerca de duas horas inclui revisar quando foi feito cada rastreamento e o que está atrasado. A partir daí, a médica organiza um calendário, encaminha para o oftalmologista quando é hora do exame de retina e acompanha nas visitas semanais os sinais que você observa em casa, como formigamento, dor em queimação ou feridas nos pés. Nada disso substitui o cuidado do seu endocrinologista, do oftalmologista ou do nefrologista. A proposta é que alguém mantenha a visão de conjunto, para que nenhum órgão fique sem vigilância. Ao final das 12 semanas, o relatório de evolução registra o que foi feito e o que fica programado para os meses seguintes. ## Perguntas frequentes - Com que frequência quem tem diabetes deve fazer exame de fundo de olho? A recomendação geral é uma vez por ano, com dilatação da pupila. Quem já tem alterações na retina pode precisar de intervalos menores, definidos pelo oftalmologista. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-diabetes-fundo-de-olho-frequencia/) - Formigamento nos pés pode ser do diabetes? Pode. Formigamento, queimação, dormência ou dor nos pés são sintomas comuns da neuropatia diabética, mas outras causas também precisam ser investigadas. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-formigamento-pes-diabetes/) - Diabetes pode causar problema nos rins sem sintomas? Sim. A doença renal do diabetes costuma não dar sintomas no início. Creatinina e albuminúria, feitas ao menos uma vez por ano, permitem identificar a alteração cedo. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-diabetes-rim-sem-sintomas/) - Como cuidar dos pés de quem tem diabetes? Olhar os pés todos os dias, lavar e secar bem, hidratar sem passar creme entre os dedos, nunca andar descalço e usar calçados adequados. Uma avaliação profissional anual é recomendada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-cuidados-pes-diabetes/) ## Dados e evidências - Em 35 estudos com 22.896 pessoas com diabetes, 34,6% tinham algum grau de retinopatia diabética, e a frequência aumentou com o tempo de doença, a glicada e a pressão. Fonte: Diabetes Care 2012, PMID 22301125 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22301125/) - O NIDDK recomenda exame de olhos com dilatação da pupila uma vez por ano para pessoas com diabetes. Fonte: NIDDK, Diabetic Eye Disease (https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/diabetic-eye-disease) - O NIDDK orienta checar os pés todos os dias e fazer exame completo dos pés, com sensibilidade e pulsos, pelo menos uma vez por ano. Fonte: NIDDK, Diabetes and Foot Problems (https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/foot-problems) - No UKPDS, cada redução de 1 ponto percentual na glicada média se associou a 37% menos complicações microvasculares. Fonte: BMJ 2000, PMID 10938048 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10938048/) ## Fontes - Yau JW et al. Global prevalence and major risk factors of diabetic retinopathy. Diabetes Care 2012: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22301125/ - NIDDK — Diabetic Eye Disease: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/diabetic-eye-disease - NIDDK — Diabetes and Foot Problems: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/foot-problems - NIDDK — Preventing Chronic Kidney Disease: https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/prevention - Stratton IM et al. UKPDS 35. BMJ 2000: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10938048/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.