# Doença renal crônica: como proteger os rins de quem tem pressão alta e diabetes URL: https://sanareclinic.com.br/programa-compasso-doencas-cronicas/doenca-renal-cronica-prevencao/ A doença renal crônica avança em silêncio e está muito ligada à pressão alta e ao diabetes. Saiba quem tem mais risco, quais exames fazer e o que realmente protege os rins no dia a dia. ## Uma doença comum que poucos percebem Doença renal crônica é a perda lenta e progressiva da função dos rins, ou a presença de sinais de lesão renal, como proteína na urina, por mais de três meses. Ela é bem mais frequente do que se imagina. Uma revisão sistemática publicada na PLoS One, com 100 estudos e quase 7 milhões de pessoas, estimou que 13,4% da população mundial tem algum estágio de doença renal crônica. No Brasil, uma análise dos exames laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde encontrou taxa de filtração estimada abaixo de 60 mL/min, o ponto que define perda moderada de função, em 6,48% dos adultos. A frequência aumentou fortemente com a idade e foi associada a obesidade e diabetes. O grande problema é o silêncio. Os rins têm muita reserva, e os sintomas, como inchaço, cansaço e alterações na urina, geralmente aparecem só em fases avançadas. A maioria das pessoas com doença renal inicial não sabe que a tem. ## Quem tem mais risco O NIDDK, instituto americano de diabetes e doenças renais, lista os principais fatores de risco: diabetes, pressão alta, doença cardíaca e histórico familiar de insuficiência renal. Diabetes e hipertensão, juntos, respondem pela maior parte dos casos de doença renal crônica no mundo. Outros fatores também aumentam o risco: idade acima de 60 anos, obesidade, tabagismo, uso frequente de alguns medicamentos, cálculos renais de repetição, infecções urinárias recorrentes e doenças autoimunes. Quem tem um desses fatores deve fazer exames de rastreamento periodicamente. São exames simples e baratos: a creatinina no sangue, que permite calcular a taxa de filtração glomerular estimada, e a relação albumina-creatinina na urina, que mede a albuminúria, a perda de proteína pelos rins. Os dois juntos classificam a doença em estágios e orientam o acompanhamento. Em quem tem diabetes ou hipertensão, a frequência mínima costuma ser anual. ## O que protege os rins A proteção dos rins passa, antes de tudo, pelo controle das doenças que os agridem. O NIDDK recomenda manter a pressão na meta definida pelo médico, controlar a glicose em quem tem diabetes e manter o colesterol na faixa adequada, também para prevenir infarto e AVC, que são as complicações mais comuns de quem tem doença renal. Alguns medicamentos para pressão, aqueles cujo nome costuma terminar em -pril ou -sartana, têm efeito protetor sobre os rins em pessoas com albuminúria. Nos últimos anos, classes mais recentes de medicamentos para diabetes também mostraram proteção renal: uma metanálise publicada na The Lancet com 90 mil participantes encontrou redução de 37% na progressão da doença renal, com efeito semelhante em pessoas com e sem diabetes. A escolha desses medicamentos é sempre do médico que conduz o tratamento. No dia a dia, não fumar, manter peso saudável, fazer atividade física e reduzir o sal completam a proteção. ## Cuidados com remédios e suplementos Os rins filtram a maior parte dos medicamentos, e alguns podem agredi-los, especialmente em quem já tem função reduzida. O NIDDK alerta para o uso frequente de anti-inflamatórios vendidos sem receita, como ibuprofeno e naproxeno, que podem danificar os rins. Usar esses remédios por poucos dias, eventualmente, costuma ser seguro para quem tem rins saudáveis, mas o uso diário para dores crônicas merece conversa com o médico. Outros cuidados importantes: alguns contrastes usados em exames de imagem exigem preparo em quem tem função renal reduzida; doses de vários medicamentos precisam ser ajustadas conforme a filtração; e suplementos, fitoterápicos e terapias endovenosas devem ser avaliados antes do uso, porque podem conter substâncias que sobrecarregam os rins ou interagem com remédios. Levar a lista completa de tudo o que você usa, inclusive o que é comprado sem receita, a cada consulta é uma forma simples de evitar problemas. ## Rins no Programa Compasso No Programa Compasso da Sanare, os rins fazem parte do acompanhamento de todos que têm pressão alta, diabetes ou síndrome metabólica. A consulta inicial, de cerca de duas horas, revisa a creatinina, a taxa de filtração estimada e a albuminúria dos últimos anos, e investiga o uso de medicamentos e suplementos que possam pesar sobre os rins. Durante as 12 semanas, a pressão é acompanhada semanalmente com as medidas de casa, a glicose é revisada em quem tem diabetes, e a bioimpedância mensal mostra a evolução da composição corporal. Terapias endovenosas, quando consideradas, só acontecem depois de avaliação da função renal e da pressão, com a estrutura de segurança da clínica. Quando os exames mostram alteração, a médica orienta e recomenda avaliação com nefrologista, levando os dados organizados. O relatório final de evolução registra a situação dos rins para que todos os médicos envolvidos trabalhem com a mesma informação. ## Perguntas frequentes - Quais os primeiros sinais de problema nos rins? Na fase inicial, a doença renal geralmente não dá sintomas. Por isso, quem tem pressão alta ou diabetes deve fazer creatinina e albuminúria pelo menos uma vez por ano. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-primeiros-sinais-problema-rins/) - Creatinina alta é doença renal? Pode ser, mas nem sempre. A creatinina depende também da massa muscular, da hidratação e de outros fatores. A avaliação usa a taxa de filtração estimada e a albuminúria. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-creatinina-alta-doenca-renal/) - Anti-inflamatório faz mal para os rins? O uso frequente ou prolongado pode prejudicar os rins, principalmente em quem já tem doença renal, pressão alta, diabetes ou é idoso. O uso eventual por poucos dias costuma ter menor risco. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-anti-inflamatorio-faz-mal-rins/) - Quem tem pressão alta precisa fazer exame dos rins? Sim. A pressão alta é uma das principais causas de doença renal, e creatinina e albuminúria devem ser feitas no diagnóstico e periodicamente, em geral pelo menos uma vez por ano. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-pressao-alta-exame-rins/) ## Dados e evidências - Revisão de 100 estudos com quase 7 milhões de pessoas estimou prevalência global de doença renal crônica de 13,4% (estágios 1 a 5). Fonte: PLoS One 2016, PMID 27383068 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27383068/) - Na Pesquisa Nacional de Saúde, 6,48% dos adultos brasileiros tinham taxa de filtração estimada abaixo de 60 mL/min/1,73 m², com associação a idade, obesidade e diabetes. Fonte: Rev Bras Epidemiol 2020, PMID 33027436 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33027436/) - Em metanálise de 13 ensaios com 90.409 participantes, uma classe de medicamentos para diabetes reduziu em 37% a progressão da doença renal, com efeito semelhante em pessoas com e sem diabetes. Fonte: The Lancet 2022, PMID 36351458 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36351458/) - O NIDDK alerta que o uso regular de anti-inflamatórios vendidos sem receita, como ibuprofeno e naproxeno, pode danificar os rins. Fonte: NIDDK, Preventing Chronic Kidney Disease (https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/prevention) ## Fontes - Hill NR et al. Global Prevalence of Chronic Kidney Disease: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS One 2016: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27383068/ - Fatores associados à doença renal crônica segundo critérios laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde. Rev Bras Epidemiol 2020: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33027436/ - Nuffield Department of Population Health Renal Studies Group; SGLT2 inhibitor Meta-Analysis Cardio-Renal Trialists' Consortium. Lancet 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36351458/ - NIDDK — Preventing Chronic Kidney Disease: https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/prevention --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.