# Hipoglicemia: como reconhecer e prevenir a glicose baixa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-compasso-doencas-cronicas/hipoglicemia-reconhecer-e-prevenir/ Hipoglicemia é a glicose abaixo de 70 mg/dL, e quem usa insulina ou certos remédios para diabetes precisa saber reconhecê-la. Veja os sintomas, o que fazer na hora e como reduzir as chances de ela voltar. ## O que é a hipoglicemia e quem tem mais risco Hipoglicemia é quando a glicose no sangue cai abaixo do necessário para o corpo funcionar bem. Para pessoas com diabetes, a referência usada pelo NIDDK é uma glicose abaixo de 70 mg/dL. Ela é mais comum em quem usa insulina ou medicamentos que estimulam o pâncreas a liberar insulina, e rara em quem trata o diabetes apenas com mudança de rotina ou com remédios que não têm esse efeito. O estudo internacional HAT, que acompanhou mais de 27 mil pessoas com diabetes tratadas com insulina em 24 países, mostrou que a hipoglicemia é bem mais frequente do que se imagina. Entre as pessoas com diabetes tipo 2, 46,5% relataram pelo menos um episódio no período prospectivo do estudo. A América Latina esteve entre as regiões com taxas mais altas no diabetes tipo 1. Outros fatores aumentam o risco: idade mais avançada, doença renal, refeições puladas ou atrasadas, exercício não planejado, consumo de álcool e mudanças recentes de dose. ## Os sinais que o corpo dá Os sintomas costumam surgir de forma rápida. Os mais comuns são tremor, suor frio, palpitação, fome intensa, ansiedade ou irritabilidade, palidez, tontura e formigamento nos lábios. Com a glicose ainda mais baixa, aparecem confusão, dificuldade para falar, visão turva, sonolência e comportamento estranho, às vezes confundido com embriaguez. Nos casos graves, pode haver convulsão ou perda de consciência. À noite, a hipoglicemia pode se manifestar como pesadelos, suor que encharca o travesseiro, dor de cabeça ao acordar ou cansaço sem explicação pela manhã. Um ponto importante: algumas pessoas, principalmente com muitos anos de diabetes ou hipoglicemias frequentes, deixam de sentir os sinais de alerta. É a chamada hipoglicemia sem percepção, e ela aumenta o risco de episódios graves. Por isso, medir a glicose sempre que algo parecer estranho é mais confiável do que esperar sintomas típicos. ## O que fazer na hora: a regra dos 15 A orientação do NIDDK para quem tem glicose abaixo de 70 mg/dL é consumir de 15 a 20 gramas de glicose ou carboidrato de absorção rápida, como meio copo de suco de fruta comum (não diet), tabletes ou gel de glicose ou balas de açúcar. Depois, esperar 15 minutos e medir de novo. Se a glicose continuar abaixo de 70, repetir. Quando ela voltar ao normal, fazer um lanche ou a próxima refeição para evitar uma nova queda. Alimentos com muita gordura, como chocolate, demoram mais para elevar a glicose e não são a melhor escolha nesse momento. Se a pessoa estiver confusa, sem conseguir engolir com segurança ou inconsciente, não se deve oferecer nada pela boca. É uma emergência: chame o serviço de urgência. Familiares de quem usa insulina devem conhecer esse passo a passo, e, quando houver indicação médica, saber usar a medicação de resgate. ## Prevenir é ajustar o tratamento à vida real Hipoglicemias repetidas não são algo para simplesmente se acostumar. Elas costumam indicar que o tratamento precisa de ajuste, ou que algo na rotina mudou. Perda de peso, novo programa de exercícios, redução de carboidratos, piora da função dos rins e início de outros medicamentos são causas comuns. Algumas medidas ajudam: não pular refeições quando se usa medicação que pode baixar a glicose; medir antes de dirigir e antes de treinar; levar sempre uma fonte de açúcar rápido; ter cuidado redobrado com álcool, principalmente sem comer; e registrar cada episódio com horário, o que foi comido e o que foi feito antes. Esse registro é valioso. Ele permite que o médico identifique padrões e ajuste dose ou horário do medicamento. Qualquer mudança de remédio, porém, deve ser feita pelo médico responsável, e nunca por conta própria após um episódio. ## Hipoglicemia durante mudanças de rotina Quem começa a perder peso, muda a alimentação ou passa a treinar com regularidade precisa de atenção especial. São mudanças desejáveis, mas elas aumentam a sensibilidade à insulina, e a dose que antes era adequada pode ficar alta demais. É nesse momento que o acompanhamento frequente faz diferença. No Programa Compasso da Sanare, você vem à clínica uma vez por semana durante 12 semanas e traz as glicemias capilares ou os dados do sensor. A médica revisa os registros, identifica tendências de queda e, quando necessário, orienta você a falar com o seu endocrinologista, com os dados já organizados. No início do programa, também são combinadas faixas de alerta e o caminho a seguir em cada situação. Esse combinado reduz o medo da hipoglicemia, que às vezes leva a pessoa a comer além do necessário por precaução, e ajuda a manter as mudanças de rotina com segurança. ## Perguntas frequentes - Quais são os sintomas de hipoglicemia? Tremor, suor frio, palpitação, fome, irritabilidade e tontura são os mais comuns. Com a glicose mais baixa, surgem confusão, fala arrastada e sonolência. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-hipoglicemia-sintomas/) - O que comer quando a glicose está baixa? Algo com açúcar de absorção rápida, como meio copo de suco comum ou balas de açúcar, na quantidade de 15 a 20 gramas. Medir de novo depois de 15 minutos. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-o-que-comer-glicose-baixa/) - Quem não tem diabetes pode ter hipoglicemia? Pode, mas é menos comum e exige investigação. Algumas pessoas têm queda da glicose algumas horas após refeições; outras causas incluem medicamentos, álcool e doenças hormonais. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-hipoglicemia-sem-diabetes/) - Hipoglicemia à noite: como saber se estou tendo? Suor noturno, pesadelos, dor de cabeça ao acordar e cansaço pela manhã são sinais possíveis. Medir a glicose de madrugada ou usar sensor contínuo ajuda a confirmar. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/cronicas-hipoglicemia-noturna/) ## Dados e evidências - No estudo global HAT, com 27.585 pessoas tratadas com insulina em 24 países, 46,5% das pessoas com diabetes tipo 2 relataram hipoglicemia no período prospectivo. Fonte: Diabetes Obes Metab 2016, PMID 27161418 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27161418/) - No mesmo estudo, a taxa de hipoglicemia no diabetes tipo 2 foi de 19,3 eventos por paciente por ano, incluindo 2,5 episódios graves por paciente por ano. Fonte: Diabetes Obes Metab 2016, PMID 27161418 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27161418/) - O NIDDK orienta consumir de 15 a 20 gramas de glicose ou carboidrato quando a glicose está abaixo de 70 mg/dL e medir de novo após 15 minutos. Fonte: NIDDK, Low Blood Glucose (Hypoglycemia) (https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/low-blood-glucose-hypoglycemia) ## Fontes - Khunti K et al. Rates and predictors of hypoglycaemia in 27 585 people from 24 countries with insulin-treated diabetes: the global HAT study. Diabetes Obes Metab 2016: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27161418/ - NIDDK — Low Blood Glucose (Hypoglycemia): https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/preventing-problems/low-blood-glucose-hypoglycemia - NIDDK — Managing Diabetes: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/managing-diabetes --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.