# Alimentação e nutrologia na menopausa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/alimentacao-e-nutrologia/ Na menopausa, a alimentação precisa proteger músculo, ossos e coração ao mesmo tempo, e não apenas controlar calorias. Pequenos ajustes consistentes costumam valer mais do que dietas da moda. ## O que muda nas necessidades do corpo As necessidades nutricionais mudam na menopausa porque o corpo passa a perder músculo e osso com mais facilidade e a acumular gordura abdominal. O estudo SWAN mostrou que o ritmo de ganho de gordura dobra e a massa magra começa a cair no início da transição. Ao mesmo tempo, a densidade óssea diminui de forma acelerada no final da perimenopausa. Isso significa que comer menos, simplesmente, não resolve. Uma dieta pobre em proteína e muito restrita em calorias pode até reduzir o peso, mas tende a levar embora músculo, o que piora o metabolismo e a força. A meta passa a ser outra: comer de forma a preservar músculo e osso, controlar a gordura visceral e cuidar do coração. Uma revisão sobre músculo e menopausa aponta o baixo consumo de proteína e a pouca atividade física como os principais fatores modificáveis associados à perda de massa e força em mulheres pós-menopausa. ## Os pilares de um prato que protege Um padrão alimentar que protege na menopausa tem alguns pilares claros. O primeiro é proteína em todas as refeições principais: ovos, peixes, aves, carnes magras, laticínios, leguminosas e tofu. A quantidade é individual e depende do peso, do treino e da função dos rins. O segundo são fibras e vegetais em abundância: verduras, legumes, frutas, leguminosas e grãos integrais ajudam no controle da glicemia, do colesterol e da saciedade. O terceiro são gorduras de boa qualidade, como azeite, castanhas, abacate e peixes ricos em ômega-3. O quarto é cálcio pela alimentação, com laticínios, sardinha, vegetais verde-escuros e alimentos enriquecidos. Esse desenho se aproxima da dieta mediterrânea. Num estudo com mulheres pós-menopausa com obesidade, as que menos seguiam esse padrão tinham sintomas da menopausa mais intensos; o consumo de leguminosas associou-se a sintomas mais leves e o de azeite extravirgem a menos sintomas psicológicos. ## O que vale reduzir Alguns itens merecem moderação na menopausa porque pesam sobre os sintomas, o peso e o risco cardiovascular. Ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, embutidos e refeições prontas, concentram açúcar, gordura de má qualidade e sal, e favorecem gordura abdominal e inflamação. Açúcar e farinhas refinadas elevam a glicemia de forma rápida e, com a resistência à insulina que tende a aparecer nessa fase, contribuem para o acúmulo de gordura visceral. O álcool atrapalha o sono, pode desencadear fogachos em algumas mulheres, prejudica o fígado e tem relação com o risco de câncer de mama. O excesso de sal pesa sobre a pressão arterial, e o excesso de cafeína, principalmente à tarde, prejudica o sono. Vale também um alerta sobre suplementos e chás vendidos para menopausa. A The Menopause Society, em sua posição de 2023, não recomenda suplementos e fitoterápicos para fogachos, e também não recomenda soja e seus extratos com esse objetivo, por falta de evidência consistente. ## Nutrologia: alimentação guiada por exames A abordagem nutrológica olha para a alimentação junto com exames, composição corporal e sintomas, e não como uma dieta isolada. Deficiências comuns nessa fase, como de vitamina D, vitamina B12 e ferro, podem causar cansaço, queda de cabelo e piora da massa muscular, e são identificadas com exames de sangue. A suplementação, quando necessária, é feita com base nesses resultados. Proteína em pó, creatina, vitamina D, cálcio ou ferro podem ter lugar em casos específicos, mas não substituem a alimentação e não devem ser usados por hábito. A composição corporal medida ao longo do tempo mostra se o plano alimentar está preservando músculo e reduzindo gordura, o que a balança sozinha não consegue mostrar. A perda de peso, quando indicada, também está entre as estratégias com respaldo para reduzir fogachos, segundo a mesma sociedade. Quando o excesso de peso é importante, medicamentos modernos para obesidade podem entrar no plano após avaliação médica, sempre com acompanhamento de perto. ## Como a Sanare conduz a alimentação no Programa Essência Na Sanare, a alimentação faz parte do plano individual do Programa Essência desde a primeira consulta. A Dra. Vânia Declair Cohen investiga hábitos, horários, preferências, restrições, sintomas digestivos e histórico de dietas, e cruza essas informações com exames e composição corporal. O plano alimentar é construído para caber na sua rotina em São Paulo, com metas realistas de proteína, fibras e qualidade das refeições. A bioimpedância mensal acompanha se a estratégia está funcionando, e as visitas semanais permitem ajustar o plano antes que pequenas dificuldades virem abandono. Quando necessário, a paciente é orientada a buscar acompanhamento nutricional complementar. O objetivo é um jeito de comer que você consiga manter depois das 12 semanas, e não uma dieta temporária. ## Perguntas frequentes - O que comer para aliviar os sintomas da menopausa? Um padrão alimentar de estilo mediterrâneo, com proteína, vegetais, leguminosas, azeite e peixes, associa-se a sintomas mais leves. Nenhum alimento isolado trata fogachos, mas a alimentação influencia peso, sono e bem-estar. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-o-que-comer-sintomas/) - Soja e chás ajudam na menopausa? A The Menopause Society não recomenda soja, extratos de soja, suplementos ou fitoterápicos para tratar fogachos, por falta de evidência consistente. A soja pode fazer parte da dieta como alimento, mas não como tratamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-soja-chas-funcionam/) - Precisa tomar suplemento na menopausa? Não necessariamente. Suplementos devem ser usados para corrigir deficiências comprovadas em exames ou necessidades específicas, como vitamina D baixa ou ingestão insuficiente de proteína. Usar por hábito pode ser inútil ou até prejudicial. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-precisa-suplemento/) - Jejum intermitente é bom na menopausa? Pode funcionar para algumas mulheres como forma de organizar as refeições, mas não é superior a outras estratégias para perder gordura. O risco é comer pouca proteína e perder músculo, o que pesa mais nessa fase. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-jejum-intermitente/) ## Dados e evidências - Em mulheres pós-menopausa com obesidade, menor adesão à dieta mediterrânea associou-se a sintomas mais intensos; leguminosas associaram-se a sintomas mais leves. Fonte: Vetrani et al., Front Endocrinol 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35546996/) - A Menopause Society não recomenda suplementos, fitoterápicos, alimentos de soja e extratos de soja para tratar fogachos; a perda de peso aparece entre as opções com algum respaldo. Fonte: The Menopause Society, Menopause 2023 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37252752/) - Baixo consumo de proteína e pouca atividade física são os fatores modificáveis que mais contribuem para a perda de massa e força em mulheres pós-menopausa. Fonte: Maltais et al., J Musculoskelet Neuronal Interact 2009 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19949277/) - No SWAN, o ritmo de ganho de gordura dobrou no início da transição menopausal, enquanto a massa magra começou a cair. Fonte: Greendale et al., JCI Insight 2019 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30843880/) ## Fontes - Vetrani C et al. Mediterranean Diet: What Are the Consequences for Menopause? Front Endocrinol 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35546996/ - The 2023 nonhormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37252752/ - Maltais ML et al. Changes in muscle mass and strength after menopause. J Musculoskelet Neuronal Interact 2009: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19949277/ - Greendale GA et al. Changes in body composition and weight during the menopause transition. JCI Insight 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30843880/ - Finkelstein JS et al. Bone mineral density changes during the menopause transition. J Clin Endocrinol Metab 2008: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18160467/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.