# Laser íntimo na menopausa: o que a ciência diz URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/laser-intimo-na-menopausa/ O laser vaginal de CO2 é uma tecnologia estudada para tratar a secura e o desconforto da síndrome geniturinária da menopausa. Os estudos são promissores, mas ainda pequenos, e a indicação deve ser individual, após avaliação médica. ## O que é o laser vaginal e como ele age O laser vaginal é um procedimento que aplica energia controlada na mucosa da vagina para estimular a regeneração do tecido. O tipo mais estudado é o laser de CO2 fracionado, que cria microcolunas de aquecimento muito pequenas na mucosa, deixando tecido íntegro entre elas. A ideia é que essa microlesão controlada estimule a produção de colágeno, a formação de novos vasos e o espessamento do epitélio vaginal, aproximando a mucosa de um estado mais saudável. Existe também o laser de érbio, com mecanismo semelhante. O procedimento é feito no consultório, costuma durar poucos minutos e geralmente é repetido em três sessões com intervalo de algumas semanas. O desconforto costuma ser leve, e a paciente volta às atividades no mesmo dia, com orientações específicas sobre relações e higiene nos dias seguintes. ## O que os estudos mostram até agora A evidência sobre o laser vaginal é promissora, mas ainda limitada, e é importante dizer isso com clareza. Um ensaio clínico randomizado e duplo-cego publicado em 2021 na revista Climacteric comparou três sessões de laser de CO2 com sessões simuladas em 58 mulheres pós-menopausa. Depois de quatro meses, o grupo tratado teve melhora maior de secura, dor na relação, função sexual, ardência e sintomas urinários do que o grupo simulado. Uma metanálise de seis ensaios clínicos publicada em 2023 na revista Menopause encontrou melhora em uma escala de sintomas vaginais e em sintomas urinários, além de maior satisfação das pacientes, em comparação com o procedimento simulado. Outras medidas, como o índice de função sexual e o índice de saúde vaginal, não diferiram. Os eventos adversos foram leves. Já a posição de 2020 da The Menopause Society concluiu que ainda não havia estudos controlados com placebo em número suficiente para recomendar tratamentos com energia, incluindo laser. Ou seja, há sinais de benefício, mas faltam estudos maiores e de longo prazo. ## Para quem o laser pode ser considerado O laser vaginal costuma ser considerado para mulheres com síndrome geniturinária que não podem ou não querem usar hormônio vaginal, ou que não tiveram resposta satisfatória com as opções de primeira linha. Um exemplo frequente são mulheres com histórico de câncer de mama, para quem o uso de estrogênio exige decisão conjunta com o oncologista. Antes do procedimento, é preciso descartar infecções, lesões suspeitas, sangramento sem explicação e prolapso importante. O exame ginecológico e, quando indicado, o preventivo atualizado fazem parte da avaliação. O laser não substitui o tratamento da causa hormonal, nem é indicado como procedimento estético isolado. Os resultados variam de mulher para mulher, e manutenções periódicas costumam ser discutidas, porque o efeito pode diminuir com o tempo. Uma conversa franca sobre expectativas também faz parte da indicação. O laser pode melhorar o conforto, mas a resposta é variável, e algumas mulheres percebem pouca diferença. Saber disso antes evita frustrações e ajuda a escolher, entre as alternativas disponíveis, a que faz mais sentido para o seu momento e para o seu histórico de saúde. ## Segurança e cuidados Nos ensaios clínicos disponíveis, os eventos adversos do laser vaginal foram em geral leves e passageiros, como ardência, inchaço discreto ou pequeno sangramento nos dias seguintes. Ainda assim, é um procedimento médico e deve ser feito por profissional habilitado, com equipamento adequado e técnica correta. A popularidade do tema nas redes sociais criou expectativas exageradas, com o procedimento muitas vezes apresentado como rejuvenescimento íntimo. Na medicina, a indicação é outra: tratar sintomas da síndrome geniturinária, com critério e informação honesta à paciente. Outro cuidado é não tratar o laser como solução isolada. A saúde íntima na menopausa depende também de hidratação da mucosa, fisioterapia pélvica quando há tensão ou incontinência, cuidado com a libido e, em muitos casos, tratamento hormonal local ou sistêmico. ## Como a Sanare trata o tema Na Sanare, a conversa sobre laser íntimo começa pela avaliação, e não pelo procedimento. No Programa Essência, a Dra. Vânia Declair Cohen investiga sintomas, histórico de câncer, uso de hormônios e exame ginecológico antes de discutir qualquer tratamento vaginal. Quando o laser é uma opção possível, ele é apresentado junto com as demais alternativas, com seus benefícios esperados, limites da evidência e cuidados, para que a decisão seja informada. A indicação depende sempre de avaliação médica. O acompanhamento semanal do programa permite avaliar a resposta ao tratamento escolhido, seja ele hormonal, não hormonal ou com energia, e ajustar o plano. Essa página tem caráter informativo e não substitui a consulta. Se você tem secura, dor na relação ou sintomas urinários, o primeiro passo é contar isso na consulta: a partir daí, a médica organiza as opções em ordem de evidência e de adequação ao seu caso. ## Perguntas frequentes - Laser íntimo funciona para secura vaginal? Estudos controlados mostram melhora de secura e dor na relação em parte das mulheres, mas a evidência ainda é limitada e de curto prazo. A indicação deve ser individual, após avaliação médica. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-laser-intimo-funciona/) - Quem teve câncer de mama pode fazer laser vaginal? O laser é uma das alternativas não hormonais estudadas para mulheres que tiveram câncer de mama e sofrem com secura vaginal. A decisão deve ser individual e, de preferência, compartilhada com o oncologista. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-laser-vaginal-cancer-de-mama/) - Laser íntimo dói? Quantas sessões são necessárias? O procedimento costuma causar desconforto leve e dura poucos minutos. Nos estudos, o protocolo mais usado foi de três sessões com intervalo de algumas semanas, com possibilidade de manutenção. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-laser-intimo-sessoes-dor/) - Laser íntimo ou estrogênio vaginal: qual escolher? O estrogênio vaginal em dose baixa tem mais evidência e é primeira linha para sintomas moderados a intensos. O laser pode ser alternativa para quem não pode ou não quer usar hormônio. A escolha é individual. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-laser-ou-estrogenio-vaginal/) ## Dados e evidências - Em ensaio randomizado duplo-cego com 58 mulheres, três sessões de laser de CO2 melhoraram secura, dor na relação e sintomas urinários mais do que sessões simuladas, após 4 meses. Fonte: Salvatore et al., Climacteric 2021 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33089713/) - Metanálise de 6 ensaios clínicos encontrou melhora de sintomas vaginais e urinários e maior satisfação com laser de CO2 em comparação a procedimento simulado, sem eventos adversos graves. Fonte: Gunawan e Erlina, Menopause 2023 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37490650/) - Em 2020, a The Menopause Society considerou insuficientes os ensaios controlados com placebo para recomendar terapias com energia, incluindo laser, para a síndrome geniturinária. Fonte: The Menopause Society, Menopause 2020 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/) ## Fontes - Salvatore S et al. CO2 laser and the genitourinary syndrome of menopause: a randomized sham-controlled trial. Climacteric 2021: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33089713/ - Gunawan YW, Erlina Y. Efficacy and safety of carbon dioxide laser therapy compared with sham for GSM: a meta-analysis. Menopause 2023: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37490650/ - The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/ - Bevilacqua MRR et al. Prevalence and predictors of genitourinary syndrome of menopause in Brazilian women. Menopause 2025: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39854673/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.