# Mitos e verdades sobre a menopausa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/mitos-da-menopausa/ Muito do que se diz sobre menopausa vem de experiências pessoais, de informações antigas ou de marketing. Separar mito de evidência ajuda a tomar decisões melhores sobre a sua saúde. ## Mito: menopausa é doença A menopausa não é doença: é uma fase biológica da vida. O Ministério da Saúde, em seu manual sobre climatério, segue a definição da Organização Mundial da Saúde e descreve o climatério como fase biológica, não um processo patológico, que marca a transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva. Isso não significa que os sintomas devam ser ignorados. Fogachos intensos, insônia, secura vaginal e outras mudanças podem afetar muito a qualidade de vida, e merecem tratamento. A menopausa também acelera mudanças silenciosas em ossos, músculo e metabolismo que pedem prevenção. O equilíbrio está aí: tratar a menopausa como fase natural, sem medicalizar quem está bem, e ao mesmo tempo oferecer cuidado a quem sofre com sintomas ou tem riscos aumentados. Entender a menopausa como fase natural também tira o peso da culpa. Os sintomas não são fraqueza nem exagero: são respostas do corpo a uma mudança hormonal real. ## Mito: os sintomas duram poucos meses Os sintomas da menopausa costumam durar bem mais do que poucos meses. No estudo SWAN, a duração mediana dos fogachos frequentes foi de 7,4 anos, e eles persistiram por cerca de 4,5 anos depois da última menstruação. Mulheres que começaram a ter fogachos cedo conviveram com eles por mais de 11 anos, em mediana. A síndrome geniturinária, com secura vaginal e sintomas urinários, tende a persistir ou piorar sem tratamento, segundo a The Menopause Society. Esperar passar, portanto, pode significar anos de sono ruim e desconforto. No Brasil, um estudo nacional mostrou que 87,9% das mulheres de 45 a 65 anos tinham algum sintoma climatérico, mas apenas 22,3% receberam recomendação de terapia hormonal, e a duração mediana do uso foi de apenas oito meses entre as que iniciaram. ## Mito: hormônio sempre causa câncer e é perigoso A ideia de que todo hormônio é perigoso vem de interpretações de estudos do início dos anos 2000 que foram revistas ao longo das décadas seguintes. Hoje, a posição de 2022 da The Menopause Society afirma que a terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para fogachos e para a síndrome geniturinária e que previne perda óssea e fraturas. Os riscos existem e dependem do tipo de hormônio, da dose, da duração, da via e, principalmente, do momento de início. Para mulheres com menos de 60 anos ou até 10 anos da menopausa e sem contraindicações, a relação entre benefício e risco é considerada favorável. Depois disso, a relação fica menos favorável. Ou seja, o hormônio não é vilão nem solução universal. É um tratamento que exige indicação, avaliação e acompanhamento, como explicado na página de reposição hormonal da Sanare. Também circula o mito oposto, de que hormônios bioidênticos manipulados ou implantes seriam mais seguros por serem naturais. A segurança depende da dose, da via, da qualidade do produto e do acompanhamento, e não do rótulo. ## Mito: engordar e perder a forma é inevitável O ganho de peso não é inevitável, mas a mudança de composição corporal é real e precisa ser enfrentada. O estudo SWAN mostrou que o peso total não acelera especificamente na menopausa; o que muda é a composição: o ritmo de ganho de gordura dobra e a massa magra começa a cair no início da transição. Isso significa que, sem ação, a tendência é trocar músculo por gordura. Mas a tendência pode ser contrariada. Treino de força, proteína suficiente, sono e alimentação de qualidade preservam músculo e reduzem gordura. No ensaio LIFTMOR, mulheres pós-menopausa com massa óssea baixa ganharam força e densidade óssea com treino de força supervisionado. Outro mito relacionado é que, depois da menopausa, exercício intenso é perigoso. Com avaliação e orientação, o treino de força é seguro e recomendado, inclusive para quem tem osteoporose. ## Mito: libido e vida sexual acabam A vida sexual não acaba na menopausa, embora possa mudar. É verdade que a queda do desejo é comum: num estudo brasileiro, 60,6% das mulheres de 40 a 65 anos relataram desejo sexual baixo. Mas boa parte das causas é tratável. A secura vaginal e a dor na relação, causas frequentes de perda de interesse, respondem bem a tratamento. Melhorar o sono, controlar os fogachos, cuidar do corpo e da autoestima e trabalhar questões do relacionamento também fazem diferença. No mesmo estudo, sentir-se bem de saúde associou-se a melhor função sexual. Na Sanare, o Programa Essência trata esses temas sem tabu, junto com todas as outras frentes da menopausa, com acompanhamento semanal e decisões baseadas em evidência. Mitos sobre a menopausa costumam ter um efeito em comum: fazem a mulher adiar o cuidado. Informação de qualidade é o primeiro passo para atravessar essa fase com saúde. ## Perguntas frequentes - É verdade que a menopausa sempre engorda? Não exatamente. O peso total não acelera especificamente na menopausa, mas a composição corporal muda: mais gordura abdominal e menos músculo. Com treino de força e alimentação adequada, essa tendência pode ser contrariada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-mito-sempre-engorda/) - Menopausa é doença? Não. O Ministério da Saúde e a OMS definem o climatério como fase biológica da vida, e não doença. Mas os sintomas e os riscos que surgem nessa fase merecem cuidado e, quando necessário, tratamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-e-doenca/) - Depois da menopausa não precisa mais de ginecologista? Precisa. Os rastreamentos de câncer de mama e colo do útero continuam, e a saúde íntima, óssea e metabólica pede acompanhamento. Sangramento após a menopausa sempre deve ser investigado. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-mito-nao-precisa-ginecologista/) - Reposição hormonal é para sempre? Não necessariamente. A duração é individual e revista periodicamente, conforme sintomas, benefícios e riscos. Algumas mulheres usam por poucos anos; outras, por mais tempo, com reavaliação regular. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-mito-hormonio-para-sempre/) ## Dados e evidências - O Ministério da Saúde, seguindo a OMS, define o climatério como fase biológica da vida e não um processo patológico; a menopausa ocorre em geral entre 48 e 50 anos. Fonte: Ministério da Saúde, 2008 (https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf) - No Estudo Brasileiro de Menopausa, 87,9% das mulheres de 45 a 65 anos tinham algum sintoma climatérico, mas só 22,3% receberam recomendação de terapia hormonal. Fonte: Pompei et al., Climacteric 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35801642/) - A duração mediana dos fogachos frequentes foi de 7,4 anos no estudo SWAN. Fonte: Avis et al., JAMA Intern Med 2015 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25686030/) - Para mulheres com menos de 60 anos ou até 10 anos da menopausa e sem contraindicações, a relação benefício-risco da terapia hormonal é considerada favorável. Fonte: The Menopause Society, Menopause 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/) ## Fontes - Ministério da Saúde. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa, 2008: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf - Pompei LM et al. Profile of Brazilian climacteric women: results from the Brazilian Menopause Study. Climacteric 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35801642/ - Avis NE et al. Duration of menopausal vasomotor symptoms over the menopause transition. JAMA Intern Med 2015: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25686030/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ - Greendale GA et al. Changes in body composition and weight during the menopause transition. JCI Insight 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30843880/ - Valadares AL et al. The prevalence of the components of low sexual function in middle-aged women. J Sex Med 2011: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21810185/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.