# Osteoporose e densitometria óssea na menopausa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/osteoporose-e-densitometria/ A perda de massa óssea acelera no fim da perimenopausa e nos primeiros anos depois da menopausa, sem dar nenhum sintoma. A densitometria e uma avaliação de risco no momento certo permitem agir antes da primeira fratura. ## Por que os ossos sofrem na menopausa O osso é um tecido vivo, constantemente desmontado e reconstruído, e o estrogênio é um dos principais freios da reabsorção óssea. Quando ele cai, o desmonte passa a ser mais rápido que a reconstrução, e a densidade óssea diminui. O estudo SWAN mediu a densidade mineral óssea de quase 2 mil mulheres ano a ano. Houve pouca mudança na pré-menopausa e no início da perimenopausa, mas a perda acelerou de forma importante no final da perimenopausa e continuou em ritmo semelhante nos primeiros anos após a menopausa, tanto na coluna quanto no quadril. O peso corporal influenciou a velocidade: mulheres mais leves perderam osso mais rápido. Isso significa que os anos em torno da última menstruação são decisivos para o esqueleto. Uma mulher que entra nessa fase com pouca massa óssea, pouca força muscular e baixo peso tem mais chance de chegar à osteoporose. ## Osteoporose é silenciosa até a fratura A osteoporose não dói e não dá sinais até que um osso se quebre. Muitas mulheres só descobrem o diagnóstico depois de fraturar o punho numa queda simples, ou quando percebem que perderam altura por fraturas na coluna que passaram despercebidas. Segundo a International Osteoporosis Foundation, uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terá uma fratura por osteoporose ao longo da vida. As fraturas de quadril são as mais graves: a mortalidade pode chegar a cerca de 20% no primeiro ano, e muitas pessoas não recuperam a independência que tinham. No Brasil, o estudo BRAZOS, primeiro levantamento populacional nacional sobre fraturas de baixo impacto, encontrou maior incidência dessas fraturas em mulheres de áreas metropolitanas do que em áreas rurais. Viver em São Paulo, com rotina sedentária e pouca exposição ao sol, é um motivo a mais para atenção. ## Densitometria: quando fazer e o que ela mostra A densitometria óssea, ou DXA, mede a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur com uma dose muito baixa de radiação. O resultado é expresso em T-score, que compara seus ossos com os de uma adulta jovem. Valores até -1 são normais, entre -1 e -2,5 indicam osteopenia e -2,5 ou menos indicam osteoporose. A força-tarefa americana de prevenção, USPSTF, em sua recomendação de 2025, indica rastreamento para todas as mulheres a partir de 65 anos e para mulheres pós-menopausa mais jovens que tenham risco aumentado de fratura, estimado por avaliação clínica. Na prática, isso inclui quem teve menopausa precoce, usa corticoide por muito tempo, tem baixo peso, fuma, tem histórico familiar de fratura de quadril ou já teve fratura por fragilidade. A densitometria deve ser interpretada junto com ferramentas de risco, como o FRAX, e com exames de sangue que investigam causas secundárias de perda óssea, como deficiência de vitamina D, alterações da tireoide e do paratormônio. ## O que protege os ossos O osso responde a carga, nutrientes e hormônios, e cada um desses pilares pode ser trabalhado. O exercício com impacto e o treino de força são os estímulos mecânicos mais importantes. No ensaio LIFTMOR, mulheres pós-menopausa com massa óssea baixa que fizeram treino de força de alta intensidade supervisionado por oito meses aumentaram a densidade da coluna, enquanto o grupo controle perdeu. Mesmo atividades modestas ajudam: no SWAN, aumentar a atividade física de lazer durante a transição associou-se a perda mais lenta de densidade no colo do fêmur. Cálcio pela alimentação, vitamina D em níveis adequados, proteína suficiente, menos álcool e não fumar completam o cuidado. A prevenção de quedas, com força, equilíbrio e boa visão, é tão importante quanto a densidade óssea. A terapia hormonal previne perda óssea e fraturas, segundo a The Menopause Society, e pode ser considerada em mulheres com sintomas e risco ósseo. Quando há osteoporose estabelecida, existem medicamentos específicos para o osso, escolhidos pela médica. ## Saúde óssea dentro do Programa Essência Na Sanare, a saúde dos ossos faz parte da avaliação de toda mulher na transição menopausal, e não só das que já têm diagnóstico. A consulta inicial com a Dra. Vânia Declair Cohen levanta os fatores de risco, e a densitometria é solicitada quando indicada, junto com os exames de causas secundárias. O Programa Essência inclui rastreamentos e densitometria entre os exames previstos, além de orientação de treino de força, alimentação e vitamina D. A bioimpedância mensal acompanha a massa muscular, que protege o osso e reduz o risco de quedas. Quando há indicação de tratamento, hormonal ou específico para o osso, as opções são explicadas com clareza e decididas em conjunto. A densitometria é repetida no intervalo adequado ao seu risco, para verificar a evolução. ## Perguntas frequentes - Quando devo fazer a primeira densitometria óssea? A recomendação geral é a partir dos 65 anos, mas mulheres pós-menopausa mais jovens com fatores de risco, como menopausa precoce, baixo peso, tabagismo ou uso de corticoide, devem fazer antes. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-primeira-densitometria-quando/) - Osteopenia é a mesma coisa que osteoporose? Não. Osteopenia indica densidade óssea abaixo do ideal, mas ainda acima do limite da osteoporose. Ela é um alerta para agir, e o risco real de fratura depende de outros fatores além do exame. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-osteopenia-diferenca-osteoporose/) - Musculação ajuda na osteoporose ou é perigosa? Treino de força bem orientado é um dos melhores estímulos para o osso, inclusive em quem já tem massa óssea baixa. Estudos mostram ganho de densidade e de função com supervisão adequada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-musculacao-osteoporose-seguranca/) - Cálcio e vitamina D previnem osteoporose? Cálcio e vitamina D são necessários para o osso, mas sozinhos não previnem osteoporose. O ideal é obter cálcio pela alimentação, corrigir deficiência de vitamina D quando existe e associar exercício. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-calcio-vitamina-d-ossos/) ## Dados e evidências - No SWAN, a densidade óssea mudou pouco antes da transição, mas caiu de forma importante no final da perimenopausa e continuou caindo em ritmo semelhante nos primeiros anos após a menopausa. Fonte: Finkelstein et al., J Clin Endocrinol Metab 2008 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18160467/) - Uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terá uma fratura por osteoporose, e a mortalidade no primeiro ano após fratura de quadril chega a cerca de 20%. Fonte: International Osteoporosis Foundation (https://www.osteoporosis.foundation/facts-statistics/epidemiology-of-osteoporosis-and-fragility-fractures) - A USPSTF recomenda rastreamento de osteoporose para mulheres a partir de 65 anos e para mulheres pós-menopausa mais jovens com risco aumentado de fratura. Fonte: USPSTF, JAMA 2025 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39808425/) - No ensaio LIFTMOR, o treino de força de alta intensidade aumentou a densidade da coluna lombar em 2,9%, contra queda de 1,2% no grupo controle, em 8 meses. Fonte: Watson et al., J Bone Miner Res 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28975661/) ## Fala da médica "Como você vai chegar em 90 anos? Você pode chegar, mas como?" — Dra. Vania Declair Cohen ## Fontes - Finkelstein JS et al. Bone mineral density changes during the menopause transition in a multiethnic cohort of women. J Clin Endocrinol Metab 2008: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18160467/ - International Osteoporosis Foundation: Epidemiology of osteoporosis and fragility fractures: https://www.osteoporosis.foundation/facts-statistics/epidemiology-of-osteoporosis-and-fragility-fractures - USPSTF. Screening for Osteoporosis to Prevent Fractures. JAMA 2025: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39808425/ - Watson SL et al. The LIFTMOR Randomized Controlled Trial. J Bone Miner Res 2018: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28975661/ - Pinheiro MM et al. The burden of osteoporosis in Brazil (BRAZOS). Rev Bras Reumatol 2010: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21125148/ - Greendale GA et al. Leisure time physical activity and bone mineral density preservation during the menopause transition (SWAN). Lancet Reg Health Am 2023: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37008197/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.