# Pele, colágeno e flacidez na menopausa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/pele-colageno-e-flacidez/ Depois da menopausa, a pele perde colágeno, espessura e hidratação num ritmo ligado aos anos sem estrogênio, e não só à idade. Entender essa mudança ajuda a escolher cuidados que realmente fazem diferença. ## O que acontece com a pele depois da menopausa A pele é um dos órgãos que mais sentem a queda do estrogênio. Ela tem receptores hormonais nos fibroblastos, células que produzem colágeno e elastina, e nas glândulas que mantêm a hidratação. Com menos estrogênio, a produção de colágeno cai, a pele fica mais fina, mais seca, menos elástica e cicatriza mais devagar. Estudos clássicos de Brincat e colaboradores, publicados na década de 1980, mediram o colágeno e a espessura da pele em mulheres pós-menopausa e encontraram queda de 1% a 2% ao ano depois da menopausa, num padrão semelhante ao da perda óssea. Um dos estudos mostrou que o colágeno da pele diminuiu em relação aos anos desde a menopausa, e não em relação à idade cronológica. Na prática, muitas mulheres notam mudanças rápidas nos primeiros anos: rugas mais marcadas, pele mais seca e opaca, flacidez no rosto, no pescoço e no corpo, e mais facilidade para manchas e hematomas. ## Pele e osso: a mesma história Os estudos de Brincat encontraram uma correlação interessante: a perda de colágeno da pele acompanhava a perda de massa óssea. Os autores sugeriram que um mesmo mecanismo, a redução do tecido conjuntivo comum à pele e ao osso, explicaria as duas mudanças. Essa conexão tem uma consequência prática. Uma mulher que percebe a pele afinando rapidamente depois da menopausa também pode estar perdendo osso, e vale avaliar a saúde óssea com a médica, como explicado na página sobre osteoporose e densitometria. Outro ponto é a flacidez corporal. Ela não depende só da pele: a perda de massa muscular, que acelera na transição menopausal, reduz a sustentação dos tecidos. Por isso, flacidez nos braços, nas coxas e no abdômen costuma melhorar mais quando o cuidado da pele é associado a treino de força e boa nutrição. ## Hormônio e pele: o que se sabe Os mesmos estudos de Brincat observaram que mulheres em uso de terapia hormonal tinham mais colágeno e pele mais espessa do que as que não usavam, e que a perda de colágeno não aparecia no grupo tratado. Revisões mais recentes também descrevem efeitos do estrogênio sobre hidratação, elasticidade e espessura da pele. Mesmo assim, a terapia hormonal não é indicada com finalidade estética. A The Menopause Society recomenda o uso de hormônios para sintomas como fogachos e síndrome geniturinária e para prevenção de perda óssea em situações específicas, sempre com avaliação individual de riscos. Em outras palavras, o hormônio não deve ser prescrito para tratar rugas ou flacidez. Quando a mulher tem indicação de terapia hormonal por sintomas, um possível benefício para a pele pode ser considerado como efeito adicional. Os critérios estão na página de reposição hormonal da Sanare. ## Cuidados que fazem diferença O cuidado com a pele na menopausa combina proteção, hidratação, estímulo ao colágeno e cuidado com o corpo como um todo. A proteção solar diária é a medida mais importante, porque o sol acelera a degradação do colágeno e o aparecimento de manchas. Hidratantes com ativos que reforçam a barreira da pele ajudam a compensar a secura. Ativos com evidência para estimular o colágeno, como os retinoides, podem ser indicados pela médica, com orientação sobre tolerância. Não fumar, dormir bem, consumir proteína suficiente e manter uma alimentação rica em vegetais também influenciam a qualidade da pele. Para flacidez e perda de qualidade da pele, existem procedimentos regenerativos, área em que a Dra. Vânia Declair Cohen tem longa trajetória, desde suas pesquisas sobre cicatrização publicadas nos anos 1990. A indicação de cada procedimento depende de avaliação médica, e os resultados variam de pessoa para pessoa. Também vale olhar para o que acontece dentro do corpo. Resistência à insulina e açúcar em excesso favorecem a glicação, processo que deixa as fibras de colágeno mais rígidas e frágeis. Por isso, cuidar da glicemia e da composição corporal é, indiretamente, cuidar da pele. Hidratação adequada, consumo moderado de álcool e manejo do estresse completam esse cuidado de dentro para fora. ## A pele dentro do Programa Essência Na Sanare, a pele é avaliada como parte da saúde da mulher na menopausa, e não isoladamente. No Programa Essência, a Dra. Vânia observa a qualidade da pele junto com composição corporal, saúde óssea, sono e hormônios, porque essas frentes estão conectadas. A bioimpedância mensal mostra a evolução da massa muscular, que sustenta os tecidos e influencia a flacidez corporal. O plano pode incluir orientações de cuidados diários, nutrição, treino e, quando indicado, procedimentos regenerativos, como os descritos nas páginas de medicina regenerativa da Sanare. O objetivo é cuidar da pele com critério, dentro de um plano que respeita a fase que você está vivendo e é acompanhado de perto ao longo das 12 semanas. ## Perguntas frequentes - Por que a pele envelhece mais rápido depois da menopausa? Porque o estrogênio estimula a produção de colágeno e a hidratação da pele. Estudos mostram que o colágeno cai cerca de 1% a 2% ao ano depois da menopausa, em ritmo ligado aos anos sem hormônio. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-pele-envelhece-rapido/) - Reposição hormonal melhora a pele? Estudos mostram que mulheres em terapia hormonal mantêm mais colágeno e espessura de pele. Mas o hormônio não é indicado com finalidade estética; ele é usado para sintomas, e o efeito na pele pode ser um benefício adicional. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-reposicao-hormonal-pele/) - Suplemento de colágeno funciona na menopausa? Os estudos com colágeno hidrolisado são variados e muitos são financiados pela indústria. Ele pode ser uma fonte de proteína, mas não substitui proteção solar, ativos tópicos e proteína suficiente na alimentação. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-suplemento-colageno/) - Flacidez no rosto e no corpo na menopausa tem tratamento? Tem. O cuidado combina proteção da pele, estímulo ao colágeno, preservação da massa muscular e, quando indicado, procedimentos regenerativos. Os resultados variam e dependem de avaliação médica. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-flacidez-rosto-corpo-tratamento/) ## Dados e evidências - O conteúdo de colágeno e a espessura da pele caíram de 1% a 2% ao ano após a menopausa, em padrão paralelo à perda de massa óssea. Fonte: Brincat et al., Obstet Gynecol 1987 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3120067/) - Em mulheres sem tratamento, o colágeno da pele diminuiu em relação aos anos desde a menopausa, e não à idade cronológica. Fonte: Brincat et al., Br J Obstet Gynaecol 1985 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3978054/) - Em 69 mulheres sem tratamento, o colágeno da pele caiu com os anos desde a menopausa; em 37 mulheres em uso de hormônios, essa queda não foi observada. Fonte: Brincat et al., Br J Obstet Gynaecol 1987 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3828252/) ## Fontes - Brincat M et al. A study of the decrease of skin collagen content, skin thickness, and bone mass in the postmenopausal woman. Obstet Gynecol 1987: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3120067/ - Brincat M et al. Long-term effects of the menopause and sex hormones on skin thickness. Br J Obstet Gynaecol 1985: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3978054/ - Brincat M et al. Decline in skin collagen content and metacarpal index after the menopause. Br J Obstet Gynaecol 1987: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3828252/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ - Greendale GA et al. Changes in body composition and weight during the menopause transition. JCI Insight 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30843880/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.