# Queda de cabelo na menopausa URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/queda-de-cabelo/ Cabelo mais fino, risca mais aberta e queda maior no banho são queixas frequentes depois da menopausa. Mais da metade das mulheres pós-menopausa apresenta algum grau de rarefação, e o tratamento funciona melhor quando começa cedo. ## Um problema mais comum do que se imagina A perda de cabelo de padrão feminino é a forma mais comum de alopecia em mulheres, e fica mais frequente depois da menopausa. Um estudo publicado em 2022 na revista Menopause avaliou 178 mulheres pós-menopausa de 50 a 65 anos, com fotografias padronizadas e tricoscopia confirmadas por três dermatologistas, e encontrou perda de cabelo de padrão feminino em 52,2% delas. Na maioria, o grau era leve: 73,2% estavam no primeiro estágio da classificação de Ludwig. Os fatores associados foram idade, tempo desde a menopausa e índice de massa corporal. Depois de ajustar para idade e histórico familiar, o excesso de peso, com IMC a partir de 25, foi o fator que se manteve associado, com chance 2,65 vezes maior. Os autores concluíram que a prevalência é alta e que a queda de cabelo deveria ser rotineiramente avaliada nos serviços que cuidam de mulheres na menopausa, porque o diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida. ## Por que o cabelo muda nessa fase O cabelo muda na menopausa porque o equilíbrio entre estrogênios e androgênios se altera. O estrogênio prolonga a fase de crescimento dos fios. Quando ele cai, os androgênios, que continuam sendo produzidos, passam a ter influência relativa maior sobre folículos geneticamente sensíveis, que vão se miniaturizando: produzem fios cada vez mais finos e curtos. Na perda de padrão feminino, o afinamento costuma aparecer no topo da cabeça, com a risca central mais larga, preservando a linha da frente. Diferente da calvície masculina, raramente evolui para áreas totalmente sem cabelo. Mas nem toda queda na menopausa é hormonal. O eflúvio telógeno, uma queda difusa e intensa, pode aparecer alguns meses depois de estresse, cirurgia, doença, dieta muito restritiva ou perda rápida de peso. Deficiência de ferro, alterações da tireoide, falta de proteína, alguns medicamentos e doenças do couro cabeludo também causam queda e precisam ser descartados. ## A investigação que vem antes do tratamento A investigação da queda de cabelo começa pela história e pelo exame do couro cabeludo, e na maioria das vezes não exige biópsia. A médica pergunta desde quando a queda acontece, se é súbita ou gradual, se houve estresse, cirurgia, dieta ou mudança de medicamento, e se há casos na família. A tricoscopia, uma lente de aumento para o couro cabeludo, mostra a miniaturização dos fios e ajuda a diferenciar os tipos de queda. Exames de sangue costumam incluir ferritina e hemograma, função da tireoide, vitamina D, zinco e, quando há sinais de excesso de androgênios, avaliação hormonal mais ampla. Uma metanálise publicada em 2022 mostrou que mulheres com queda de cabelo sem cicatriz tinham ferritina significativamente mais baixa do que mulheres sem queda, e que níveis muito baixos eram frequentes nesse grupo. Corrigir deficiências é parte do tratamento. Sinais como vermelhidão, coceira intensa, descamação ou recuo da linha da frente com áreas lisas pedem avaliação especializada, porque podem indicar doenças inflamatórias do couro cabeludo. ## O que funciona no tratamento O tratamento da perda de padrão feminino funciona melhor para estabilizar a queda do que para fazer crescer o que já foi perdido, e por isso começar cedo faz diferença. Uma revisão publicada no International Journal of Women's Dermatology resume que os tratamentos disponíveis, usados corretamente, conseguem frear a progressão e reverter parte da miniaturização na maioria das mulheres com perda leve a moderada. As opções incluem medicamentos tópicos e orais com evidência, indicados pela médica conforme o caso. A correção de deficiências nutricionais, como ferro e vitamina D, o cuidado com a proteína da dieta e o controle do peso também contam, já que o excesso de peso se associou à perda de cabelo no estudo com mulheres pós-menopausa. Terapias regenerativas, como PRP capilar, e tecnologias de fotobiomodulação são usadas como complemento em alguns protocolos, com indicação individual. Para casos avançados e estáveis, o transplante capilar pode ser considerado. Qualquer tratamento exige paciência: o ciclo do cabelo é lento, e as primeiras mudanças costumam aparecer depois de alguns meses de uso contínuo. ## Cabelo dentro do cuidado da menopausa na Sanare Na Sanare, a queda de cabelo é avaliada junto com hormônios, metabolismo e nutrição, porque essas frentes caminham juntas. A Dra. Vânia Declair Cohen tem atuação em tricologia e transplante capilar, além de longa trajetória em medicina regenerativa, o que permite olhar o cabelo dentro de um plano mais amplo. No Programa Essência, a consulta inicial investiga as causas da queda, os exames incluem os marcadores pertinentes e o plano pode combinar correção de deficiências, cuidado com a composição corporal medida por bioimpedância mensal, tratamento de sintomas hormonais e, quando indicado, terapias específicas para o couro cabeludo, descritas nas páginas de saúde capilar da Sanare. O acompanhamento semanal ao longo de 12 semanas ajuda a manter a constância, que é decisiva em qualquer tratamento capilar, e permite registrar a evolução com fotos padronizadas. ## Perguntas frequentes - Queda de cabelo na menopausa tem volta? Em muitos casos é possível estabilizar a queda e recuperar parte da densidade, principalmente quando o tratamento começa cedo. Fios muito miniaturizados há muito tempo respondem menos. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-queda-cabelo-tem-volta/) - Quais exames fazer para queda de cabelo na menopausa? Os exames mais pedidos são ferritina e hemograma, TSH, vitamina D e, conforme o caso, zinco e hormônios. A avaliação do couro cabeludo com tricoscopia ajuda a definir o tipo de queda. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-exames-queda-cabelo/) - Reposição hormonal ajuda na queda de cabelo? O estrogênio favorece o crescimento dos fios, mas a terapia hormonal não é indicada como tratamento para queda de cabelo. Ela pode ser considerada por outros sintomas, e o cabelo é tratado com abordagens próprias. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-hormonio-queda-cabelo/) - Falta de ferro causa queda de cabelo na menopausa? Pode contribuir. Mulheres com queda de cabelo costumam ter ferritina mais baixa, e muitas chegam à menopausa com estoques reduzidos por menstruações intensas na perimenopausa. Repor quando há deficiência faz parte do tratamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-ferro-baixo-queda-cabelo/) ## Dados e evidências - A perda de cabelo de padrão feminino foi encontrada em 52,2% de 178 mulheres pós-menopausa de 50 a 65 anos; IMC a partir de 25 associou-se a chance 2,65 vezes maior. Fonte: Chaikittisilpa et al., Menopause 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35357365/) - Em metanálise com 10.029 participantes, mulheres com queda de cabelo sem cicatriz tinham ferritina em média 18,5 ng/mL mais baixa do que mulheres sem queda. Fonte: Treister-Goltzman et al., Skin Appendage Disord 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35415182/) - Os tratamentos para perda de cabelo de padrão feminino são mais eficazes para evitar a progressão do que para estimular o recrescimento, o que favorece o diagnóstico precoce. Fonte: Fabbrocini et al., Int J Womens Dermatol 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30627618/) ## Fontes - Chaikittisilpa S et al. Prevalence of female pattern hair loss in postmenopausal women. Menopause 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35357365/ - Fabbrocini G et al. Female pattern hair loss: a clinical, pathophysiologic, and therapeutic review. Int J Womens Dermatol 2018: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30627618/ - Treister-Goltzman Y et al. Iron Deficiency and Nonscarring Alopecia in Women: Systematic Review and Meta-Analysis. Skin Appendage Disord 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35415182/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.