# Síndrome geniturinária da menopausa e secura vaginal URL: https://sanareclinic.com.br/programa-essencia-menopausa/sindrome-geniturinaria-secura-vaginal/ Secura vaginal, ardência, dor na relação e infecção urinária de repetição fazem parte da síndrome geniturinária da menopausa. Ela afeta cerca de metade das brasileiras de 45 a 60 anos e tem tratamento. ## O que é a síndrome geniturinária da menopausa A síndrome geniturinária da menopausa é o conjunto de alterações na vulva, na vagina, na uretra e na bexiga causadas pela falta de estrogênio. O nome substituiu o antigo termo atrofia vulvovaginal porque os sintomas não se limitam à vagina: o trato urinário também depende do estrogênio para manter a mucosa saudável. Com a queda hormonal, a mucosa vaginal fica mais fina, menos elástica e menos lubrificada. O pH vaginal sobe, os lactobacilos protetores diminuem e a região fica mais vulnerável a irritações e infecções. Na uretra e na bexiga, a mucosa também se altera, o que favorece urgência para urinar, ardência e infecções urinárias de repetição. Os sintomas mais comuns são secura, ardência, coceira, dor ou sangramento na relação sexual, desconforto ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e infecções urinárias que voltam com frequência. ## Uma condição comum e pouco tratada A síndrome geniturinária é uma das alterações mais frequentes da menopausa e, ao mesmo tempo, uma das menos tratadas. A posição de 2020 da The Menopause Society estima que ela afete entre 27% e 84% das mulheres pós-menopausa, e descreve a condição como subdiagnosticada e subtratada. No Brasil, um estudo populacional publicado em 2025 na revista Menopause entrevistou 749 mulheres de 45 a 60 anos e encontrou síndrome geniturinária em 51,4% delas. Os sintomas mais frequentes foram dor na relação, em 35%, secura vaginal diária, em 25,1%, e secura durante a relação, em 24%. A condição afetava a vida de 42,8% das participantes em algum grau, mas apenas 43% tinham conversado sobre isso com o ginecologista. Diferentemente dos fogachos, que tendem a melhorar com os anos, a síndrome geniturinária costuma ser progressiva. Sem tratamento, os sintomas geralmente persistem ou pioram com o tempo. ## Os tratamentos disponíveis O tratamento é escolhido conforme a intensidade dos sintomas, o histórico de saúde e a preferência da paciente. Para sintomas leves, hidratantes vaginais de uso regular e lubrificantes na relação costumam trazer alívio suficiente, segundo a The Menopause Society. Para sintomas moderados a intensos, o estrogênio vaginal em dose baixa é o tratamento com mais evidência. Por agir localmente, ele tem absorção muito pequena e, segundo a mesma sociedade, não exige uso associado de progestagênio. Também existem a DHEA vaginal e outras opções prescritas pela médica. A terapia hormonal sistêmica trata os sintomas geniturinários quando a mulher também precisa dela para outros sintomas, tema detalhado na página de reposição hormonal. Terapias com energia, como o laser vaginal, são estudadas como alternativa, especialmente para quem não pode ou não quer usar hormônio. A evidência sobre elas ainda está em construção, como explicado na página dedicada ao tema. Fisioterapia pélvica ajuda quando há dor, tensão muscular ou incontinência associadas. ## Infecção urinária de repetição: quando a causa é vaginal Muitas mulheres passam anos tratando infecções urinárias com antibiótico sem que ninguém olhe para a mucosa vaginal. Na pós-menopausa, a perda dos lactobacilos e a mudança do pH vaginal facilitam a colonização por bactérias que depois sobem para a bexiga. Nesses casos, tratar a síndrome geniturinária pode reduzir a frequência das infecções, e o estrogênio vaginal é uma das estratégias usadas com esse objetivo. A avaliação também precisa considerar outras causas, como cálculos, alterações anatômicas, diabetes mal controlado e esvaziamento incompleto da bexiga. A experiência da Dra. Vânia Declair Cohen inclui pacientes que chegaram com infecções urinárias repetidas, depois de longas investigações, e em quem a avaliação da saúde vaginal fez parte da mudança de conduta. Cada caso é diferente, e o tratamento depende sempre do exame e da história clínica. ## Como a Sanare aborda a saúde íntima Na Sanare, a saúde íntima é tratada como parte da saúde da mulher, sem tabu e sem pressa. A consulta inicial do Programa Essência inclui perguntas diretas sobre secura, dor na relação, sintomas urinários e infecções, porque muitas mulheres não trazem o assunto espontaneamente. O Programa Essência prevê tratamento vaginal quando necessário, escolhido entre as opções hormonais e não hormonais de acordo com o exame e o histórico de cada paciente. Mulheres que tiveram câncer de mama recebem atenção específica, com decisões compartilhadas com o oncologista. As visitas semanais permitem acompanhar a resposta, ajustar a conduta e integrar a saúde íntima ao restante do plano: sono, ossos, metabolismo e libido. Em São Paulo, a paciente encontra na Sanare um espaço para falar desse tema com a mesma seriedade dedicada a qualquer outro. ## Perguntas frequentes - Secura vaginal na menopausa passa sozinha? Geralmente não. Diferente dos fogachos, a síndrome geniturinária costuma persistir ou piorar com o tempo, porque depende da falta contínua de estrogênio. Por isso merece tratamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-secura-vaginal-passa-sozinha/) - Estrogênio vaginal é seguro? O estrogênio vaginal em dose baixa age localmente e tem absorção muito pequena. Segundo a The Menopause Society, não exige progestagênio associado. Quem teve câncer de mama precisa de decisão conjunta com o oncologista. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-estrogenio-vaginal-seguranca/) - Infecção urinária de repetição pode ser por causa da menopausa? Pode. A falta de estrogênio muda o pH e a flora vaginal, facilitando a chegada de bactérias à bexiga. Tratar a síndrome geniturinária pode ajudar a reduzir as infecções, após avaliação médica. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-infeccao-urinaria-repeticao/) - Dor na relação sexual depois da menopausa é normal? É comum, mas não deve ser aceita como normal. A dor costuma ter relação com a secura e o afinamento da mucosa e, na maioria dos casos, melhora com tratamento adequado. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/menopausa-dor-relacao-sexual/) ## Dados e evidências - Em estudo populacional com 749 brasileiras de 45 a 60 anos, a síndrome geniturinária esteve presente em 51,4%; só 43% haviam conversado sobre os sintomas com o ginecologista. Fonte: Bevilacqua et al., Menopause 2025 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39854673/) - A síndrome geniturinária afeta entre 27% e 84% das mulheres pós-menopausa e é considerada subdiagnosticada e subtratada. Fonte: The Menopause Society, Menopause 2020 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/) - No estudo brasileiro, os sintomas mais frequentes foram dor na relação (35%), secura vaginal diária (25,1%) e secura durante a relação (24%). Fonte: Bevilacqua et al., Menopause 2025 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39854673/) - Com estrogênio vaginal em dose baixa, DHEA vaginal ou ospemifeno, a The Menopause Society afirma que não é indicado associar progestagênio. Fonte: The Menopause Society, Menopause 2020 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/) ## Fontes - The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/ - Bevilacqua MRR et al. Prevalence and predictors of genitourinary syndrome of menopause in Brazilian women. Menopause 2025: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39854673/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.