# Testosterona em gel ou injetável: diferenças, vantagens e cuidados URL: https://sanareclinic.com.br/programa-vital-saude-masculina/testosterona-gel-ou-injetavel/ Quando a reposição é indicada, gel e injeção entregam o mesmo hormônio de formas diferentes. O gel mantém níveis mais estáveis; a injeção de ação curta gera picos e mais aumento do hematócrito. A escolha é individual, e a Dra. Vânia prefere o gel por segurança. ## Antes da via, a indicação A discussão sobre gel ou injeção só faz sentido depois de duas etapas: a deficiência de testosterona precisa estar confirmada, com sintomas e dosagens matinais repetidas, e a reposição precisa estar indicada, sem contraindicações como desejo de ter filhos em breve, hematócrito elevado, câncer de próstata ou apneia grave sem tratamento. Essa ordem não é burocracia. A Resolução CFM 2.333/2023 proíbe a prescrição de hormônios com finalidade estética, ganho de massa ou desempenho, e a reposição é reservada à deficiência comprovada. Escolher a via antes do diagnóstico inverte a lógica do cuidado. Também vale lembrar que este conteúdo é informativo. A escolha da via, da dose e do esquema é sempre individual, feita pelo médico com base nos exames, no histórico e nas preferências de cada homem. ## Como funciona o gel O gel de testosterona é aplicado diariamente na pele, geralmente em ombros, braços ou abdômen, conforme a orientação do produto. O hormônio é absorvido aos poucos e mantém níveis relativamente estáveis ao longo do dia, mais próximos do padrão natural. Essa estabilidade tem vantagens. Permite ajustes finos de dose, evita os picos e vales típicos de algumas injeções e tende a causar menos aumento do hematócrito. Se for necessário interromper, o hormônio sai do organismo rapidamente. O gel também exige cuidados. É preciso aplicar todos os dias, esperar secar e lavar as mãos. A pele tratada deve ser coberta e não deve ter contato com outras pessoas, especialmente mulheres e crianças, porque o hormônio pode ser transferido. A absorção varia entre pessoas, e a dose é ajustada com base nos exames. ## Como funcionam as injeções As injeções intramusculares de testosterona existem em formulações de ação curta, aplicadas a cada uma a três semanas, e de ação prolongada, com intervalos maiores. Sua principal vantagem é a praticidade: não é preciso lembrar de aplicar diariamente, e não há risco de transferência pela pele. As formulações de ação curta, porém, geram um pico de testosterona nos primeiros dias após a aplicação, muitas vezes acima do normal, seguido de queda até a próxima dose. Alguns homens percebem essa oscilação em energia, humor e libido. Uma revisão sobre eritrocitose concluiu que as injeções de ação curta são a forma associada à maior incidência de aumento excessivo do hematócrito. Esse é um dos principais motivos de atenção com essa via. ## O que dizem os estudos de segurança Um estudo com grandes bases de dados americanas comparou homens que usavam diferentes formas de testosterona. Em relação aos usuários de gel, os usuários de injeção tiveram risco 26% maior de eventos cardiovasculares, 16% maior de internação e 34% maior de morte. Os adesivos não diferiram do gel. Nenhuma via aumentou o risco de trombose venosa em relação ao gel. É preciso ler esses números com cuidado. Trata-se de um estudo observacional, que não avaliou se os homens tinham indicação adequada e não comparou com não usuários. Ele mostra associação, não prova causa. Ainda assim, os achados são coerentes com a fisiologia: picos hormonais e hematócrito mais alto são mais comuns com injeções. O maior estudo controlado sobre segurança cardiovascular, o TRAVERSE, usou testosterona em gel. ## Outras vias e o que evitar Existem outras formas de testosterona, com disponibilidade variável no Brasil, e cada uma tem particularidades de absorção, estabilidade e acompanhamento. A escolha considera eficácia, segurança, rotina e preferência do homem. Os implantes hormonais manipulados, popularizados com nomes comerciais e promessas de bem-estar, merecem cautela. A Resolução CFM 2.333/2023 proíbe a prescrição de hormônios apresentados como bioidênticos em formulações sem comprovação de superioridade clínica, e a Dra. Vânia Declair Cohen não utiliza implantes, por preferir vias que permitam dose baixa, ajuste e interrupção quando necessário. Também devem ser evitados produtos vendidos sem receita, em academias ou pela internet, sem garantia de conteúdo e sem acompanhamento médico. ## A escolha na Sanare No Programa Vital, quando a deficiência é confirmada e a reposição está indicada, a preferência da Dra. Vânia é pela testosterona em gel, em dose ajustada. Essa escolha reflete um princípio que ela aplica em toda a medicina hormonal: dose adequada, via mais segura e acompanhamento próximo. Outras vias aprovadas podem ser discutidas conforme o caso e a preferência do homem. Independentemente da via, o acompanhamento segue as mesmas regras: testosterona, hematócrito e PSA nos intervalos recomendados, avaliação de sintomas e efeitos adversos, e meta de níveis na faixa média do normal. As visitas semanais e a bioimpedância mensal ajudam a perceber a resposta do corpo e a ajustar o plano. Em segurança, como diz a Dra. Vânia, é melhor pecar pelo excesso. ## Perguntas frequentes - Qual a melhor forma de repor testosterona: gel ou injeção? Não há uma via ideal para todos. O gel mantém níveis mais estáveis e permite ajustes finos; a injeção é mais prática, mas gera picos e mais aumento do hematócrito. A escolha é individual. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/masculina-melhor-forma-repor-gel-injecao/) - Testosterona em gel funciona? Funciona quando bem indicada e aplicada corretamente. A absorção varia entre pessoas, por isso a dose é ajustada conforme os exames de acompanhamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/masculina-testosterona-gel-funciona/) - Testosterona em gel passa para a esposa ou para os filhos? Pode passar pelo contato direto com a pele onde o gel foi aplicado. Cobrir a área, lavar as mãos e esperar secar reduzem muito esse risco. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/masculina-testosterona-gel-passa-esposa-filhos/) - Injeção de testosterona dá efeito colateral? Pode dar, como aumento do hematócrito, oscilação de humor e energia entre as doses, acne, retenção de líquidos e supressão da fertilidade. Por isso exige acompanhamento regular. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/masculina-injecao-testosterona-efeito-colateral/) ## Dados e evidências - Em comparação ao gel, usuários de testosterona injetável tiveram risco 26% maior de eventos cardiovasculares, 16% maior de internação e 34% maior de morte (estudo observacional). Fonte: Layton et al., JAMA Intern Med, 2015 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25962056/) - Revisão de 2018 concluiu que injetáveis de ação curta têm a maior incidência de eritrocitose entre as formas de testosterona. Fonte: Ohlander et al., Sex Med Rev, 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28526632/) - O estudo TRAVERSE, maior ensaio sobre segurança cardiovascular da reposição, com 5.246 homens, usou testosterona em gel. Fonte: Lincoff et al., N Engl J Med, 2023 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37326322/) ## Fontes - Layton JB et al. Comparative Safety of Testosterone Dosage Forms. JAMA Intern Med, 2015: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25962056/ - Ohlander SJ et al. Erythrocytosis Following Testosterone Therapy. Sex Med Rev, 2018: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28526632/ - Lincoff AM et al. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy (TRAVERSE). N Engl J Med, 2023: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37326322/ - Snyder PJ et al. Effects of Testosterone Treatment in Older Men. N Engl J Med, 2016: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26886521/ - CFM — Resolução 2.333/2023 sobre terapias hormonais: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-proibe-a-prescricao-medica-de-terapias-hormonais-com-fins-esteticos-de-ganho-de-massa-muscular-e-de-melhoria-de-desempenho-esportivo/ - Deskins SJ et al. Clitoromegaly Secondary to Exogenous Androgen Exposure From Paternal Skin to Skin Transfer. Cureus, 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36475158/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.