# Ceratose actínica: a lesão do sol que merece tratamento URL: https://sanareclinic.com.br/rejuvenescimento/ceratose-actinica/ A ceratose actínica é uma lesão áspera causada pelo sol acumulado, comum no rosto, nas orelhas, no couro cabeludo e nas mãos depois dos 40. Ela é considerada pré-maligna, porque uma parte pode evoluir para câncer de pele, e por isso merece tratamento e acompanhamento. ## O que é a ceratose actínica A ceratose actínica é uma lesão da camada superficial da pele causada pela radiação ultravioleta ao longo dos anos. Ela aparece como uma área áspera, com escamas, que muitas vezes se sente melhor com o dedo do que se vê, de cor rosada, avermelhada ou da cor da pele. É mais comum em áreas muito expostas: rosto, especialmente testa, nariz e bochechas, orelhas, couro cabeludo de quem tem pouco cabelo, lábio inferior, dorso das mãos e antebraços. Um estudo com 968 adultos acima de 40 anos na Inglaterra encontrou prevalência de 15,4% nos homens e 5,9% nas mulheres, chegando a 34,1% e 18,2% acima dos 70 anos. A presença de ceratose se associou fortemente a sinais objetivos de sol, como lentigos e elastose solar. ## Por que ela é considerada pré-maligna A ceratose actínica é reconhecida como precursora direta do carcinoma espinocelular, o segundo câncer de pele mais comum. Um estudo americano acompanhou mais de 7.700 ceratoses actínicas no rosto e nas orelhas de 169 pessoas de alto risco. O risco de uma ceratose evoluir para carcinoma espinocelular foi de 0,60% em um ano e de 2,57% em quatro anos. Parece pouco por lesão, mas quem tem muitas ceratoses acumula risco. E cerca de 65% de todos os carcinomas espinocelulares e 36% dos basocelulares diagnosticados no grupo surgiram em lesões que antes tinham sido identificadas como ceratoses. O mesmo estudo mostrou que muitas ceratoses regridem: 55% não estavam mais presentes após um ano. Como não é possível prever quais vão evoluir, o tratamento e o acompanhamento são recomendados. ## O campo de cancerização Quem tem ceratoses actínicas raramente tem só uma. A pele ao redor, exposta ao mesmo sol, costuma ter alterações que ainda não são visíveis, um conceito chamado campo de cancerização. Por isso, além de tratar as lesões individuais, muitas vezes se trata a área inteira, como a testa toda ou o dorso das mãos, para alcançar também as alterações subclínicas e reduzir o surgimento de novas lesões. Essa visão explica por que a ceratose actínica é tratada como um marcador de pele com dano solar significativo, e não apenas como uma lesão isolada. ## Opções de tratamento O tratamento é escolhido conforme o número de lesões, a área e as características da pessoa. Para lesões isoladas, a crioterapia, que congela a lesão, é muito usada. Para várias lesões ou para o campo de cancerização, há cremes prescritos que agem sobre as células alteradas, usados por algumas semanas e que provocam inflamação esperada na área. A terapia fotodinâmica, que combina um creme fotossensibilizante com luz, é outra opção para áreas extensas. Lasers ablativos e peelings também podem ser usados em casos selecionados. Lesões espessas, que doem, sangram, crescem rapidamente ou não respondem ao tratamento devem ser biopsiadas, porque podem já ser um carcinoma. ## Prevenção e acompanhamento A prevenção passa por reduzir o sol daqui para frente. Fotoproteção diária, chapéu de abas largas, especialmente para quem tem pouco cabelo, e protetor labial com FPS são medidas simples e importantes. Os retinoides tópicos, usados no cuidado da pele madura, foram estudados também na prevenção de câncer de pele em populações de alto risco. O próprio estudo americano sobre a evolução das ceratoses fazia parte de um ensaio de quimioprevenção com tretinoína tópica. Quem tem ceratoses actínicas deve fazer exame da pele periódico, com intervalo definido pela médica, e ficar atento a lesões que mudam. O risco é maior em pessoas de pele clara, que se queimam com facilidade, com olhos e cabelos claros, e em quem trabalhou ou praticou esportes ao ar livre por muitos anos. Homens costumam ter mais lesões, provavelmente pela maior exposição e pelo uso menos frequente de protetor. Imunossupressão, como em transplantados e em pessoas que usam medicamentos que reduzem a imunidade, aumenta muito o risco e a chance de evolução para carcinoma. Essas pessoas precisam de acompanhamento mais próximo. ## Ceratose actínica na Sanare Na Sanare Clinic, em São Paulo, a consulta de dermatologia clínica e estética inclui a palpação da pele em áreas expostas, porque muitas ceratoses são mais fáceis de sentir do que de ver. A médica identifica as lesões, diferencia de outras condições e indica o tratamento adequado ou, quando necessário, a biópsia. Para quem também deseja tratar o fotoenvelhecimento, há oportunidades de cuidado combinado, sempre priorizando o diagnóstico. Antes de qualquer procedimento estético na pele com dano solar, lesões suspeitas são esclarecidas. O acompanhamento periódico faz parte da visão de longevidade da Sanare: cuidar da pele que você terá daqui a dez ou vinte anos. ## Perguntas frequentes - Ceratose actínica é câncer? Não é câncer, mas é uma lesão pré-maligna: uma pequena parte pode evoluir para carcinoma espinocelular. Por isso, é tratada e acompanhada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/pele-ceratose-actinica-e-cancer/) - Ceratose actínica pode sumir sozinha? Algumas regridem espontaneamente, especialmente com redução da exposição solar, mas outras persistem ou evoluem. Como não dá para prever, o tratamento é recomendado. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/pele-ceratose-actinica-some-sozinha/) - Como saber se aquela aspereza no rosto é ceratose actínica? Uma área áspera, com escamas, que não melhora com hidratante e reaparece no mesmo lugar, em pele muito exposta ao sol, sugere ceratose actínica. O diagnóstico é feito no exame médico. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/pele-aspereza-rosto-ceratose-actinica/) - Quem tem ceratose actínica pode fazer laser estético? Pode, e alguns lasers até ajudam a tratar a área com dano solar. Mas as lesões precisam ser avaliadas antes, e qualquer lesão suspeita deve ser biopsiada primeiro. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/pele-ceratose-actinica-laser-estetico/) ## Dados e evidências - Em 7.784 ceratoses actínicas acompanhadas, o risco de evolução para carcinoma espinocelular foi de 0,60% em 1 ano e 2,57% em 4 anos. Fonte: Criscione et al., Cancer 2009 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19382202/) - No mesmo estudo, cerca de 65% dos carcinomas espinocelulares e 36% dos basocelulares surgiram em lesões antes diagnosticadas como ceratose actínica; 55% das ceratoses não estavam presentes após 1 ano. Fonte: Criscione et al., Cancer 2009 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19382202/) - Em 968 adultos acima de 40 anos, a prevalência de ceratose actínica foi de 15,4% nos homens e 5,9% nas mulheres, chegando a 34,1% e 18,2% aos 70 anos ou mais. Fonte: Memon et al., British Journal of Dermatology 2000 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10848739/) ## Fontes - Actinic keratoses: natural history and risk of malignant transformation (VATTC Trial): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19382202/ - Prevalence of solar damage and actinic keratosis in a Merseyside population: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10848739/ - SBD: Dezembro Laranja 2025, prevenção do câncer de pele: https://www.sbd.org.br/dezembro-laranja-2025-com-postos-de-atendimento-gratuito-campanha-da-sbd-alerta-para-a-importancia-do-autocuidado-check-up-anual-e-politicas-publicas-para-enfrentar-o-cancer-de-pele/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.