# Contraindicações da reposição hormonal: quem não pode e quem precisa de cautela URL: https://sanareclinic.com.br/reposicao-hormonal/contraindicacoes-reposicao-hormonal/ Algumas mulheres não devem usar terapia hormonal sistêmica, e outras só podem usá-la com cuidados adicionais. Conhecer essas situações evita riscos desnecessários. Na Sanare, em São Paulo, a triagem acontece antes de qualquer prescrição. ## Por que falar de contraindicações A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para vários sintomas da menopausa, mas não é para todas as mulheres. Algumas condições aumentam tanto o risco que o tratamento sistêmico deixa de fazer sentido; outras pedem ajustes de via, dose ou acompanhamento. A diretriz da Endocrine Society recomenda que, antes de iniciar a terapia, a mulher seja avaliada quanto ao risco cardiovascular e de câncer de mama, e que o tratamento seja individualizado. Essa triagem é justamente o que diferencia uma prescrição responsável de uma venda de hormônio. Na Sanare, esse princípio foi transformado em regra de funcionamento: a paciente faz a consulta, realiza os exames, volta para a interpretação e só então sai com a prescrição, se houver indicação. A decisão foi tomada pela equipe justamente por causa de contraindicações como o histórico de tumor de mama, que nem sempre aparecem numa conversa rápida. ## Situações que costumam contraindicar Em geral, a terapia hormonal sistêmica com estrogênio não é indicada para mulheres com câncer de mama atual ou prévio, câncer de endométrio ou outros tumores dependentes de hormônio, sangramento vaginal sem diagnóstico, histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, trombofilias conhecidas de alto risco, AVC ou infarto prévios, doença hepática ativa e grave. O sangramento sem explicação merece destaque: ele precisa ser investigado antes, porque pode ser sinal de alterações do endométrio que mudam completamente a conduta. A lista não é absoluta em todos os casos. Algumas situações, como certas trombofilias leves, podem ser reavaliadas com especialistas, e tratamentos locais com estrogênio vaginal em baixa dose podem ser discutidos mesmo em parte dessas mulheres, por terem absorção sistêmica mínima. Mas a regra geral é clara: nessas condições, o hormônio sistêmico deixa de ser primeira escolha. ## Situações que pedem cautela e ajustes Outras condições não proíbem a terapia, mas exigem cuidados adicionais. Hipertensão controlada, diabetes, obesidade, tabagismo, enxaqueca com aura, histórico familiar de câncer de mama, miomas, endometriose, cálculos na vesícula e triglicérides elevados estão entre elas. Nesses casos, a via e a dose fazem diferença. A via transdérmica não aumentou o risco de trombose em grandes estudos, ao contrário da oral, e tem menos efeito sobre triglicérides e marcadores inflamatórios. Por isso, costuma ser a preferida em mulheres com fatores de risco metabólico ou cardiovascular. Idade e tempo desde a menopausa também pesam. Para quem começa depois dos 60 anos ou mais de dez anos após a última menstruação, os riscos absolutos de doença coronariana, AVC e trombose são maiores, segundo a Menopause Society. Isso não proíbe o tratamento, mas torna a avaliação mais exigente. ## Quando o hormônio sistêmico não é opção Ter uma contraindicação não significa conviver sem tratamento. Para os sintomas vasomotores, existem medicamentos não hormonais com eficácia demonstrada, que podem ser discutidos conforme o caso. Para o sono, há abordagens comportamentais e o tratamento de causas como a apneia. Para a região íntima, hidratantes e lubrificantes vaginais ajudam muitas mulheres, e o estrogênio vaginal em baixa dose pode ser considerado em parte dos casos, sempre em conjunto com o especialista que acompanha a condição de base, como o oncologista. A análise da The Lancet de 2019 não encontrou aumento de risco de câncer de mama com estrogênio vaginal na população geral. E há tudo o que não depende de hormônio para proteger a saúde nessa fase: treino de força para músculo e ossos, alimentação adequada, controle de pressão e glicemia, vitamina D, sono e manejo do estresse. Esses pilares são o centro do plano de longevidade. ## Como a Sanare faz a triagem Na Sanare, a triagem começa na consulta inicial de cerca de duas horas com a Dra. Vânia Declair Cohen. Ela levanta o histórico pessoal de câncer, trombose, AVC, infarto, doenças do fígado, enxaqueca e sangramentos, o histórico familiar e os medicamentos em uso. Mede pressão, composição corporal e circunferência abdominal. Os exames são solicitados conforme o caso, incluindo avaliação mamária e ginecológica, perfil metabólico e, quando indicado, densitometria. No retorno, os resultados são interpretados e a decisão é explicada: se a terapia hormonal é segura, com que via e dose; se precisa de cuidados adicionais; ou se outro caminho é mais adequado. Essa filosofia aparece numa frase da Dra. Vânia sobre segurança: pecar pelo excesso. Quando a terapia hormonal sistêmica não é a escolha certa, o acompanhamento continua dentro de um Programa Sanare de 12 semanas, com foco nos sintomas e na saúde a longo prazo. ## Perguntas frequentes - Quem não pode fazer reposição hormonal? Em geral, mulheres com câncer de mama ou de endométrio, trombose ou embolia prévias, AVC ou infarto, doença hepática ativa ou sangramento vaginal sem diagnóstico. Cada caso precisa de avaliação individual. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-quem-nao-pode/) - Quem tem enxaqueca pode fazer reposição hormonal? Muitas mulheres com enxaqueca podem, com cuidados. A enxaqueca com aura pede atenção especial, e a via transdérmica em dose baixa e estável costuma ser preferida. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-enxaqueca-reposicao/) - Quem tem pressão alta pode usar hormônio na menopausa? Hipertensão controlada não impede a terapia hormonal, mas exige avaliação do risco cardiovascular. A via transdérmica costuma ser preferida, e a pressão deve ser acompanhada. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-pressao-alta-hormonio/) - Quem teve câncer pode fazer reposição hormonal? Depende do tipo de câncer. Tumores sensíveis a hormônios, como a maioria dos de mama e de endométrio, costumam contraindicar a terapia sistêmica; em outros tipos, a decisão é individual, com o oncologista. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-teve-cancer-reposicao/) ## Dados e evidências - A diretriz da Endocrine Society recomenda avaliar risco cardiovascular e de câncer de mama antes de iniciar a terapia hormonal da menopausa. Fonte: Stuenkel et al., Endocrine Society, J Clin Endocrinol Metab, 2015 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26444994/) - Para mulheres que iniciam a terapia mais de 10 anos após a menopausa ou acima dos 60 anos, a relação benefício-risco parece menos favorável, pelo maior risco absoluto de doença coronariana, AVC, trombose e demência. Fonte: Menopause Society, posição de 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/) - Em estudo com mais de 80 mil casos de trombose, o estrogênio oral foi associado a risco maior (OR 1,58), enquanto as preparações transdérmicas não (OR 0,93). Fonte: Vinogradova et al., BMJ, 2019 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30626577/) - Na meta-análise de dados individuais da The Lancet, todos os tipos de terapia hormonal, exceto o estrogênio vaginal, foram associados a excesso de risco de câncer de mama. Fonte: Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer, The Lancet, 2019 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31474332/) ## Fala da médica "Eu peco pelo excesso sempre." — Dra. Vania Declair Cohen ## Fontes - Stuenkel CA et al. Treatment of Symptoms of the Menopause: Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab, 2015: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26444994/ - The 2022 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause, 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35797481/ - Vinogradova Y et al. Use of hormone replacement therapy and risk of venous thromboembolism. BMJ, 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30626577/ - Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Lancet, 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31474332/ - Salpeter SR et al. Meta-analysis: effect of HRT on components of the metabolic syndrome. Diabetes Obes Metab, 2006: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16918589/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.