# DHEA para mulheres: o que a ciência diz sobre o hormônio precursor URL: https://sanareclinic.com.br/reposicao-hormonal/dhea-para-mulheres/ O DHEA vaginal tem boa evidência para sintomas íntimos da menopausa, mas o DHEA oral não mostrou melhorar a qualidade de vida das mulheres. A via faz toda a diferença. Na Sanare, em São Paulo, o DHEA só entra com indicação clara. ## O que é o DHEA O DHEA, sigla de deidroepiandrosterona, é um hormônio produzido principalmente pelas glândulas suprarrenais. Ele funciona como precursor: dentro dos tecidos, pode ser convertido em estrogênios e androgênios, conforme a necessidade de cada órgão. Os níveis de DHEA atingem o pico no início da vida adulta e diminuem progressivamente com a idade, tanto em homens quanto em mulheres. Essa queda com o envelhecimento fez do DHEA um produto popular, vendido em muitos países como suplemento antienvelhecimento, para energia, libido, pele, humor e massa muscular. A lógica parece simples: se diminui com a idade, repor traria de volta a juventude. Os estudos, porém, mostram um quadro bem mais modesto. E a forma como o DHEA é usado, oral ou vaginal, muda completamente o que se pode esperar dele. ## DHEA oral: o que os estudos mostram Uma revisão Cochrane publicada em 2015 analisou 28 ensaios clínicos com 1.273 mulheres na peri e na pós-menopausa. Comparado com placebo, o DHEA não melhorou a qualidade de vida. Houve incerteza sobre o efeito nos sintomas da menopausa, e talvez uma pequena melhora da função sexual. Por outro lado, o DHEA foi associado a mais efeitos colaterais androgênicos, principalmente acne, com chance cerca de 3,8 vezes maior que o placebo. O consenso global sobre testosterona para mulheres, de 2019, também não recomenda o DHEA sistêmico para tratar a baixa de desejo sexual feminina. No Brasil, vale lembrar que o Conselho Federal de Medicina veda o uso de hormônios com o objetivo de retardar ou prevenir o envelhecimento, e que o DHEA estava entre as substâncias presentes em implantes hormonais manipulados, proibidos pela Anvisa em 2024. Ou seja, o DHEA oral como suplemento de juventude não tem sustentação científica nem respaldo regulatório. ## DHEA vaginal: uma indicação com evidência O cenário muda quando o DHEA é usado por via vaginal. Nesse caso, ele age localmente, sendo convertido em estrogênios e androgênios dentro das células da mucosa vaginal, com mínima repercussão no sangue. Uma revisão de ensaios randomizados, publicada em 2018, concluiu que o DHEA intravaginal é seguro e eficaz para a atrofia vulvovaginal e a dor na relação na maioria das mulheres, com melhora da função sexual e eficácia pelo menos semelhante à do estrogênio vaginal. A Menopause Society inclui o DHEA vaginal entre as opções recomendadas para sintomas geniturinários que não melhoram com hidratantes e lubrificantes. Os autores da revisão ressaltam que ainda são necessários estudos antes de recomendá-lo para mulheres com histórico de trombose, doença cardiovascular ou tumores sensíveis a hormônios. Também faltam estudos de longo prazo sobre a segurança do endométrio. ## Quando o DHEA pode ser considerado Na prática, as indicações do DHEA na mulher são mais restritas do que o marketing sugere. A principal é o uso vaginal para ressecamento, dor na relação e outros sintomas geniturinários, especialmente em mulheres que preferem uma alternativa ao estrogênio vaginal. Há situações específicas, como a insuficiência adrenal, em que a reposição de DHEA é discutida por especialistas, mas são casos raros e de manejo próprio. Para energia, disposição, massa muscular, pele ou longevidade, a evidência não sustenta o uso. Mulheres que já tomam DHEA por conta própria devem conversar com a médica, porque o suplemento pode causar acne, oleosidade, aumento de pelos e queda de cabelo, além de interferir em exames e em outros tratamentos hormonais. Nos homens, o uso de DHEA tem outra discussão, que não cabe nesta página. Para as mulheres, a regra prática é simples: DHEA vaginal com indicação, sim; DHEA oral como suplemento de rotina, não. ## Como a Sanare decide Na Sanare, cada substância do plano precisa ter uma razão documentada. A Dra. Vânia Declair Cohen não prescreve mesclas fixas, e o DHEA só entra quando há indicação específica, como o tratamento local de sintomas íntimos. Na consulta inicial de cerca de duas horas, a paciente é questionada sobre suplementos e hormônios que já usa por conta própria, incluindo DHEA, que é comum em quem buscou soluções na internet ou em academias. Quando há uso sem indicação, a médica explica os riscos e orienta a retirada ou a substituição por algo com evidência. O cuidado com a saúde íntima, a libido e a disposição é feito com as ferramentas mais adequadas a cada caso, dentro de um Programa Sanare de 12 semanas, com visita semanal e bioimpedância mensal. É uma medicina de longevidade que prefere menos substâncias, bem escolhidas, a muitas substâncias sem razão clara. ## Perguntas frequentes - DHEA serve para mulher na menopausa? Por via vaginal, sim, para ressecamento e dor na relação. Por via oral, os estudos não mostraram melhora da qualidade de vida e houve mais efeitos como acne. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-dhea-serve-menopausa/) - DHEA aumenta a libido feminina? Os estudos mostram, no máximo, pequena melhora da função sexual com DHEA oral, e o consenso internacional não o recomenda para baixa libido. O DHEA vaginal melhora a função sexual quando há atrofia e dor. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-dhea-libido/) - Posso tomar DHEA por conta própria? Não é recomendado. O DHEA é um hormônio, pode causar acne, aumento de pelos e queda de cabelo, interfere em outros tratamentos e não mostrou benefícios gerais em mulheres. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-dhea-conta-propria/) - DHEA vaginal é hormônio? É seguro? Sim, é um hormônio que age localmente, convertido em estrogênios e androgênios dentro da mucosa vaginal. Os estudos mostram segurança e eficácia na maioria das mulheres, com ressalvas para alguns históricos. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-dhea-vaginal-seguro/) ## Dados e evidências - Revisão Cochrane de 28 ensaios com 1.273 mulheres: o DHEA não melhorou a qualidade de vida em relação ao placebo e foi associado a mais efeitos androgênicos, principalmente acne (OR 3,77). Fonte: Scheffers et al., Cochrane, 2015 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25879093/) - Ensaios randomizados mostraram que o DHEA intravaginal melhora a atrofia vulvovaginal e a dor na relação, com eficácia ao menos semelhante à do estrogênio vaginal. Fonte: Sauer, Talaulikar e Davies, Maturitas, 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30244783/) - O consenso global de 2019 não recomenda DHEA sistêmico para tratar a baixa de desejo sexual em mulheres. Fonte: Davis et al., Global Consensus Position Statement, J Clin Endocrinol Metab, 2019 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31498871/) - A FEBRASGO citou o DHEA entre os hormônios presentes nos implantes manipulados para os quais faltavam dados de eficácia e segurança. Fonte: FEBRASGO, 2021 (https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1312-posicao-das-comissoes-nacionais-especializadas-de-anticoncepcao-e-climaterio-da-febrasgo-sobre-implantes-hormonais) ## Fontes - Scheffers CS et al. Dehydroepiandrosterone for women in the peri- or postmenopausal phase. Cochrane, 2015: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25879093/ - Sauer U, Talaulikar V, Davies MC. Efficacy of intravaginal DHEA. Maturitas, 2018: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30244783/ - Davis SR et al. Global Consensus Position Statement on the Use of Testosterone Therapy for Women. J Clin Endocrinol Metab, 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31498871/ - The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement of NAMS. Menopause, 2020: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32852449/ - FEBRASGO. Posição sobre implantes hormonais, 2021: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1312-posicao-das-comissoes-nacionais-especializadas-de-anticoncepcao-e-climaterio-da-febrasgo-sobre-implantes-hormonais --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.