# Hormônios, pele e cabelo: o que a reposição pode e não pode fazer URL: https://sanareclinic.com.br/reposicao-hormonal/hormonios-pele-e-cabelo/ A queda do estrogênio reduz colágeno, espessura e elasticidade da pele, e estudos mostram que a terapia hormonal pode melhorar esses parâmetros. Mas hormônio não é tratamento estético. Na Sanare, em São Paulo, pele e cabelo são avaliados no conjunto. ## Por que a pele muda na menopausa A pele tem receptores de estrogênio, e o hormônio participa da produção de colágeno, da hidratação e da espessura da derme. Uma revisão publicada em 2013 por pesquisadores de Malta destaca que há forte correlação entre a perda de colágeno na pele e a deficiência de estrogênio causada pela menopausa, e que a pele se torna mais extensível, menos elástica, mais frágil e mais sujeita a hematomas e lesões. A cicatrização também tende a ficar mais lenta em mulheres mais velhas. Esse é um tema que a Dra. Vânia Declair Cohen conhece de perto: sua trajetória de pesquisa, desde os anos 1990, começou justamente no cuidado da pele e na cicatrização de feridas, com estudos publicados na Revista Brasileira de Enfermagem e na revista americana Ostomy/Wound Management. Na prática, muitas mulheres percebem a pele mais seca, mais fina, com mais rugas finas e menos firmeza nos primeiros anos após a menopausa. ## O que os estudos mostram sobre hormônio e pele Uma revisão sistemática com meta-análise, publicada em 2023, reuniu 15 estudos com 1.589 mulheres. A terapia hormonal foi associada a aumento da elasticidade da pele, da espessura e do conteúdo de colágeno, enquanto o efeito sobre o ressecamento não foi significativo. Os autores concluíram que a terapia hormonal melhora parâmetros da pele, mas que ainda faltam ensaios clínicos bem conduzidos para responder a todas as perguntas. Outra revisão, publicada em 2012, resume que tanto o estrogênio sistêmico quanto o tópico parecem ter efeitos positivos sobre o envelhecimento hormonal da pele, aumentando colágeno, espessura, elasticidade e hidratação. Esses dados são interessantes, mas é preciso cuidado com a interpretação. Eles não transformam o hormônio em tratamento de rugas ou flacidez. No Brasil, o uso de hormônios com o objetivo de retardar ou prevenir o envelhecimento é vedado pelo Conselho Federal de Medicina. ## E o cabelo? Muitas mulheres notam queda de cabelo ou perda de volume na transição menopausal. As causas costumam ser várias ao mesmo tempo: a predisposição genética à alopecia de padrão feminino, que tende a se manifestar mais com a queda do estrogênio; deficiência de ferro, comum em quem teve sangramentos intensos na perimenopausa; alterações da tireoide; estresse; dietas restritivas; e algumas doenças do couro cabeludo. A terapia hormonal pode ajudar em parte das mulheres, mas não é tratamento específico para queda de cabelo, e alguns hormônios, como a testosterona em doses altas, podem até piorar a queda. Por isso, a investigação vem antes: ferritina, tireoide, vitaminas e avaliação do couro cabeludo. A saúde capilar é uma área em que a Dra. Vânia tem experiência específica, incluindo tricologia e transplante capilar, o que permite olhar a queda de cabelo de forma integrada com o plano hormonal. ## O que fazer pela pele e pelo cabelo Os cuidados com a pele na menopausa vão muito além do hormônio. Fotoproteção diária, hidratação, sono adequado, ingestão suficiente de proteína, não fumar e controlar o açúcar no sangue protegem o colágeno. Tratamentos dermatológicos e de medicina regenerativa, como os que estimulam a produção de colágeno pela própria pele, podem ser discutidos à parte, com indicação própria. Para o cabelo, o primeiro passo é tratar o que estiver alterado nos exames, como ferro baixo ou tireoide. Em seguida, existem tratamentos específicos para alopecia de padrão feminino, além de abordagens regenerativas para o couro cabeludo, sempre após avaliação. Quando a terapia hormonal é indicada por outros motivos, como sintomas da menopausa, sono e proteção óssea, os efeitos favoráveis sobre a pele podem ser um benefício adicional. Mas eles não são o motivo da prescrição. ## Como a Sanare integra pele, cabelo e hormônios Na Sanare, a consulta inicial de cerca de duas horas com a Dra. Vânia Declair Cohen inclui perguntas sobre pele, cabelo e unhas, porque eles costumam refletir o que acontece no restante do corpo. Os exames investigam ferro, tireoide, vitaminas e metabolismo, além da avaliação hormonal. Se houver indicação de terapia hormonal pelos sintomas e pelo perfil de risco, ela entra no plano em dose baixa, preferencialmente em gel. Pele e cabelo são acompanhados como parte da evolução, sem promessas de rejuvenescimento. Quando a queixa principal é estética ou capilar, ela é tratada com as ferramentas adequadas, que podem incluir as linhas de saúde capilar e de medicina regenerativa da Sanare. Tudo dentro de um plano integrado, acompanhado semanalmente no Programa Sanare de 12 semanas, em que hormônio, nutrição, sono e cuidados com a pele conversam entre si. ## Perguntas frequentes - Reposição hormonal melhora a pele? Estudos mostram aumento de colágeno, espessura e elasticidade da pele com terapia hormonal. Mas o hormônio não é indicado com finalidade estética; esse efeito pode ser um benefício adicional quando há outra indicação. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-melhora-pele/) - Queda de cabelo na menopausa é hormonal? Pode ter componente hormonal, mas costuma envolver também genética, ferro baixo, tireoide e estresse. A investigação define o tratamento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-queda-cabelo-menopausa/) - Estrogênio aumenta o colágeno? Sim, estudos mostram que o estrogênio após a menopausa aumenta o conteúdo de colágeno, a espessura e a elasticidade da pele. Ainda assim, ele não é tratamento estético. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-estrogenio-colageno/) - Hormônio deixa a pele oleosa ou com acne? Estrogênio e progesterona em doses fisiológicas raramente causam acne. Androgênios, como testosterona ou gestrinona em doses altas, podem causar oleosidade, acne e aumento de pelos. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/hormonal-feminina-hormonio-pele-oleosa-acne/) ## Dados e evidências - Meta-análise de 15 estudos com 1.589 mulheres mostrou que a terapia hormonal aumentou elasticidade, espessura e conteúdo de colágeno da pele; o efeito sobre o ressecamento não foi significativo. Fonte: Pivazyan et al., Journal of Menopausal Medicine, 2023 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38230593/) - Revisão aponta forte correlação entre perda de colágeno da pele e deficiência de estrogênio na menopausa, e que o estrogênio após a menopausa aumenta colágeno, espessura e elasticidade da derme. Fonte: Calleja-Agius, Brincat e Borg, Best Practice & Research Clin Obstet Gynaecol, 2013 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23850161/) - O CFM mantém vedado, pela Resolução 1.999/2012, o uso de hormônios para retardar, modular ou prevenir o envelhecimento, conforme reiterado na comunicação da Resolução 2.333/2023. Fonte: Conselho Federal de Medicina, 2023 (https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-proibe-a-prescricao-medica-de-terapias-hormonais-com-fins-esteticos-de-ganho-de-massa-muscular-e-de-melhoria-de-desempenho-esportivo/) ## Fontes - Pivazyan L et al. Skin rejuvenation in women using menopausal hormone therapy: systematic review and meta-analysis. J Menopausal Med, 2023: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38230593/ - Calleja-Agius J, Brincat M, Borg M. Skin connective tissue and ageing. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol, 2013: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23850161/ - Archer DF. Postmenopausal skin and estrogen. Gynecol Endocrinol, 2012: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22849791/ - CFM. Resolução 2.333/2023 e referência à Resolução 1.999/2012: https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-proibe-a-prescricao-medica-de-terapias-hormonais-com-fins-esteticos-de-ganho-de-massa-muscular-e-de-melhoria-de-desempenho-esportivo/ - Scheffers CS et al. Dehydroepiandrosterone for women in the peri- or postmenopausal phase. Cochrane, 2015: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25879093/ - Declair V. The usefulness of topical application of essential fatty acids (EFA) to prevent pressure ulcers. Ostomy Wound Manage, 1997: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9233238/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.