# Alopecia areata: falhas redondas no cabelo, causas e cuidados URL: https://sanareclinic.com.br/saude-capilar/alopecia-areata/ A alopecia areata é uma condição autoimune que provoca falhas arredondadas e lisas no cabelo, na barba ou nas sobrancelhas. Entenda por que ela acontece, como costuma evoluir e como a Sanare acompanha cada caso em São Paulo. ## Quando o sistema imune mira o folículo Na alopecia areata, o sistema imunológico ataca por engano os folículos capilares e provoca inflamação, segundo o Instituto Nacional de Artrite e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele dos Estados Unidos, o NIAMS. O folículo não é destruído: ele entra num estado de pausa, e por isso o cabelo pode voltar a crescer. O quadro mais típico é o aparecimento de uma ou mais placas redondas, lisas e sem fios, de bordas bem definidas, no couro cabeludo ou na barba. A pele costuma parecer normal, sem descamação. Algumas pessoas sentem um leve formigamento antes de a falha aparecer. Em formas mais extensas, a perda pode atingir todo o couro cabeludo ou todos os pelos do corpo, mas esses casos são menos frequentes. Em crianças, a condição merece avaliação cuidadosa, porque o impacto na escola e na autoestima costuma ser grande. ## Uma condição mais comum do que se imagina Uma revisão sistemática publicada em 2015 estimou que cerca de 2% das pessoas no mundo terão alopecia areata em algum momento da vida, o que faz dela a segunda causa mais frequente de queda de cabelo depois da alopecia androgenética. O início costuma acontecer entre a terceira e a quarta décadas de vida, mas a condição pode aparecer em qualquer idade e em todos os grupos étnicos. O NIAMS observa que a maioria das pessoas manifesta a doença na adolescência, aos 20 ou aos 30 anos, e que o início antes dos 10 anos tende a ser mais extenso. Ter familiares com a condição aumenta o risco, embora muitos pacientes não tenham nenhum caso na família. A condição também pode atingir sobrancelhas, cílios e barba. ## Doenças que podem andar junto Por ser autoimune, a alopecia areata pode conviver com outras condições do mesmo grupo. A revisão de 2015 cita associação com atopia, vitiligo, doenças da tireoide e outras doenças autoimunes. Uma revisão publicada na revista Cureus em 2023 menciona que cerca de 5% das pessoas com alopecia areata têm hipotireoidismo subclínico ligado à tireoidite de Hashimoto, com envolvimento tireoidiano mais comum em mulheres. Por isso, a avaliação não se limita ao couro cabeludo. A médica pergunta sobre alergias, manchas na pele, sintomas de tireoide e histórico familiar, e pode pedir exames para investigar essas associações. Cuidar do conjunto ajuda a entender o terreno em que a alopecia aparece. ## Como o diagnóstico é feito O diagnóstico é essencialmente clínico, feito pelo exame das placas e pela tricoscopia. Esse exame com lente de aumento revela sinais característicos, como pontos amarelos, pontos pretos e fios curtos em forma de ponto de exclamação. Segundo uma revisão sobre tricoscopia publicada em 2011, os pontos pretos e os fios em ponto de exclamação se relacionam com a atividade da doença, enquanto os pontos amarelos e os fios finos indicam a gravidade. Essa leitura ajuda a diferenciar a alopecia areata de outras causas de falhas, como micoses do couro cabeludo, tração e tricotilomania, e também a avaliar se a doença está ativa ou estabilizando. Em casos duvidosos, a biópsia pode ser indicada. ## Evolução e expectativas O curso da alopecia areata é imprevisível. O NIAMS explica que, na maioria dos casos, o cabelo volta a crescer, mas novos episódios podem acontecer. Algumas pessoas têm um único episódio na vida; outras têm recorrências. A recuperação tende a ser mais completa quando a perda é menos extensa, quando a doença começa mais tarde, quando as unhas não estão afetadas e quando não há histórico familiar. Não existe hoje um tratamento definitivo, mas há tratamentos que ajudam o cabelo a crescer mais rápido e controlam a inflamação. A escolha depende da extensão, da idade, da atividade da doença e das condições associadas. Os fios que voltam podem nascer brancos no início e recuperar a cor depois. ## O acompanhamento na Sanare Na Sanare, a Dra. Vânia Declair Cohen avalia a alopecia areata dentro de uma consulta longa, que olha para o sistema imune, a tireoide, o intestino, o sono e o estresse, além do couro cabeludo. A tricoscopia ajuda a acompanhar a atividade das placas ao longo do tempo. O plano é individual e pode incluir tratamentos locais indicados pela médica, investigação e cuidado das condições associadas e recursos como laser e LED de baixa potência quando fizerem sentido. A Dra. Vânia também tem experiência com casos capilares complexos, incluindo pacientes com doenças autoimunes que procuram orientação sobre transplante, uma decisão que exige cautela especial. O acompanhamento é feito com fotos padronizadas e reavaliações programadas. ## Perguntas frequentes - Alopecia areata tem relação com estresse? O estresse é citado com frequência como gatilho de crises, mas a doença é autoimune e envolve predisposição genética. Cuidar do estresse faz parte do plano, sem ser a única explicação. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/capilar-alopecia-areata-estresse/) - O cabelo volta a crescer na alopecia areata? Na maioria dos casos, sim, porque o folículo não é destruído. Mas o curso é imprevisível e pode haver novos episódios, por isso o acompanhamento é importante. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/capilar-alopecia-areata-cabelo-volta/) - Alopecia areata é contagiosa? Não. A alopecia areata é uma condição autoimune e não passa de uma pessoa para outra pelo contato, pelo uso de objetos ou pelo compartilhamento de travesseiros. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/capilar-alopecia-areata-contagiosa/) - Quem tem alopecia areata pode pintar ou alisar o cabelo? Em geral, a química não causa a doença, mas pode irritar um couro cabeludo inflamado e atrapalhar tratamentos locais. A orientação depende da fase da doença e é individual. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/capilar-alopecia-areata-pintar-alisar/) ## Dados e evidências - Cerca de 2% das pessoas no mundo terão alopecia areata ao longo da vida, a segunda causa mais frequente de queda depois da alopecia androgenética. Fonte: Villasante Fricke e Miteva, Clin Cosmet Investig Dermatol 2015 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26244028/) - Na alopecia areata, o sistema imune ataca por engano os folículos; na maioria dos casos o cabelo volta a crescer, mas pode haver novos episódios. Fonte: NIAMS (NIH) (https://www.niams.nih.gov/health-topics/alopecia-areata) - Cerca de 5% das pessoas com alopecia areata têm hipotireoidismo subclínico ligado à tireoidite de Hashimoto. Fonte: Hussein et al., Cureus 2023 (https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10492440/) - Na tricoscopia, pontos pretos e fios em ponto de exclamação se correlacionam com a atividade da alopecia areata. Fonte: Rudnicka et al., J Dermatol Case Rep 2011 (https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3241952/) ## Fontes - NIAMS: Alopecia Areata: https://www.niams.nih.gov/health-topics/alopecia-areata - Epidemiology and burden of alopecia areata: a systematic review (2015): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26244028/ - Impact of Thyroid Dysfunction on Hair Disorders (Cureus, 2023): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10492440/ - Trichoscopy update 2011 (J Dermatol Case Rep): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3241952/ - NHS: Hair transplant: https://www.nhs.uk/conditions/cosmetic-procedures/hair-transplant/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.