# Albuminúria: o exame de urina que mostra cedo o dano aos rins e aos vasos URL: https://sanareclinic.com.br/sorologia/albuminuria-relacao-albumina-creatinina/ A albuminúria é a presença de albumina na urina, um sinal precoce de lesão nos rins e nos vasos sanguíneos. Ela costuma aparecer antes de qualquer alteração da creatinina no sangue. ## O que é albumina e por que ela não deveria estar na urina A albumina é a principal proteína do sangue. Em rins saudáveis, os filtros, chamados glomérulos, retêm a albumina e deixam passar apenas quantidades mínimas para a urina. Quando esses filtros sofrem com glicose alta, pressão alta, inflamação ou outras agressões, começam a deixar escapar mais albumina. Por isso, a albuminúria é considerada um marcador precoce. Segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, quantidades anormais dessa proteína na urina podem ser um sinal inicial de doença renal, que no começo costuma não dar sintomas. Além dos rins, a albuminúria reflete o estado dos pequenos vasos do corpo e está associada a maior risco cardiovascular. Em muitas pessoas, a albuminúria é o primeiro sinal objetivo de que anos de glicose ou pressão elevadas começaram a deixar marcas. Encontrá-la nessa fase permite agir com mais folga, antes que a filtração caia. ## Como o exame é feito O exame mais usado é a relação albumina-creatinina em uma amostra isolada de urina, de preferência a primeira da manhã. Dividir a albumina pela creatinina da mesma amostra corrige a diferença de concentração da urina ao longo do dia, dispensando a coleta de 24 horas na maioria dos casos. Segundo o NIDDK, um resultado de até 30 miligramas de albumina por grama de creatinina é normal, e acima de 30 pode ser sinal de doença renal. O termo microalbuminúria, ainda muito usado, se refere à faixa de 30 a 300 mg/g; as diretrizes atuais preferem falar em albuminúria moderadamente aumentada nessa faixa e gravemente aumentada acima de 300. ## Um resultado alterado precisa ser confirmado A albumina na urina varia bastante. Exercício intenso nas 24 horas anteriores, febre, infecção urinária, menstruação, pressão muito alta no momento, glicose muito descontrolada e desidratação podem elevar o resultado temporariamente. Por isso, o NIDDK orienta que, diante de albumina na urina, o exame seja repetido uma ou duas vezes para confirmar. A diretriz internacional KDIGO de 2024 usa a albuminúria persistente, junto com a taxa de filtração, para classificar a doença renal crônica. Uma única medida alterada é um sinal para investigar, não um diagnóstico. ## Quem deve fazer A albuminúria é especialmente recomendada para pessoas com diabetes, em quem costuma ser avaliada pelo menos uma vez ao ano, e para quem tem pressão alta, doença cardiovascular, obesidade, histórico familiar de doença renal ou TFG reduzida. Também é útil em quem usa medicamentos que podem afetar os rins por tempo prolongado. O exame é simples, barato e não exige jejum. Combinado com a creatinina e a TFG, forma a base da avaliação renal recomendada pelas diretrizes: a TFG mostra quanto o rim filtra, e a albuminúria mostra se o filtro está deixando passar o que não deveria. O NIDDK recomenda que quem tem diabetes faça a avaliação dos rins todos os anos, e que pessoas com pressão alta, doença cardíaca ou histórico familiar de falência renal também sejam avaliadas. Para quem não tem esses fatores, a necessidade do exame é discutida caso a caso. ## Por que vale a pena descobrir cedo A albuminúria não é apenas um número. Ela orienta tratamento. Em pessoas com diabetes ou pressão alta, a presença de albumina na urina pode levar a médica a priorizar medicamentos que protegem os rins e o coração, a ajustar metas de pressão e glicose e a intensificar o controle de outros fatores de risco. Com tratamento adequado, a albuminúria pode diminuir, e essa redução está associada a menor progressão da doença renal. Perda de gordura, controle da glicose, redução do sal, abandono do cigarro e atividade física também contribuem. Também vale lembrar que a albuminúria pode ter outras causas além de diabetes e pressão alta, como doenças inflamatórias dos rins, doenças autoimunes e alguns medicamentos. Quando o quadro não se encaixa, a investigação se amplia e o nefrologista participa. ## Albuminúria no acompanhamento da Sanare Na Sanare, a relação albumina-creatinina faz parte da avaliação de quem tem diabetes, pré-diabetes com outros fatores de risco, pressão alta ou obesidade. Ela está prevista no Programa Compasso, dedicado a hipertensão, diabetes e dislipidemia, que reúne pressão, hemoglobina glicada, lipídios, função renal e albuminúria no acompanhamento de 12 semanas. A Dra. Vânia Declair Cohen explica o resultado, orienta a repetição quando necessário e ajusta o plano conforme a evolução, encaminhando ao nefrologista quando os achados indicam. Para que o resultado seja confiável, a equipe orienta o preparo: primeira urina da manhã, sem treinos intensos na véspera e sem coleta durante a menstruação ou com sintomas urinários. Pequenos cuidados evitam repetições desnecessárias. ## Perguntas frequentes - O que é microalbuminúria? É a presença de albumina na urina em quantidade moderadamente aumentada, entre 30 e 300 mg por grama de creatinina. Indica sofrimento inicial dos filtros dos rins e dos pequenos vasos, e costuma aparecer antes de alterações na creatinina. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-microalbuminuria-o-que-e/) - Quem tem diabetes precisa fazer exame de albumina na urina? Sim. Para quem tem diabetes, a relação albumina-creatinina na urina costuma ser avaliada pelo menos uma vez por ano, junto com a creatinina e a TFG, porque a doença renal é uma complicação frequente e silenciosa. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-albuminuria-diabetes/) - Exercício pode alterar o exame de albumina na urina? Sim. Exercício intenso nas 24 a 48 horas anteriores pode elevar temporariamente a albumina na urina. Evite treinos pesados antes da coleta e repita o exame se o resultado vier alterado. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-albuminuria-exercicio/) - Albuminúria tem tratamento? Sim. Controle da pressão arterial e da glicose, perda de gordura, redução do sal, abandono do cigarro e, quando indicado, medicamentos que protegem os rins podem reduzir a albuminúria e a progressão da doença renal. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-albuminuria-tratamento/) ## Dados e evidências - Albumina na urina de até 30 mg/g de creatinina é normal; acima de 30 mg/g pode ser sinal de doença renal, e o teste costuma ser repetido uma ou duas vezes para confirmar. Fonte: NIDDK (NIH) (https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/tests-diagnosis) - Quantidades anormais de albumina na urina podem ser um sinal precoce de doença renal, que no início costuma não ter sintomas. Fonte: MedlinePlus (NIH) (https://medlineplus.gov/lab-tests/microalbumin-creatinine-ratio/) - A diretriz KDIGO 2024 orienta avaliar e classificar a doença renal crônica pela taxa de filtração e pela albuminúria. Fonte: KDIGO, Kidney Int 2024 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38490803/) ## Fontes - NIDDK. Chronic Kidney Disease Tests and Diagnosis: https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/chronic-kidney-disease-ckd/tests-diagnosis - MedlinePlus. Microalbumin Creatinine Ratio: https://medlineplus.gov/lab-tests/microalbumin-creatinine-ratio/ - KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for CKD. Kidney Int 2024: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38490803/ - USPSTF. Screening for Prediabetes and Type 2 Diabetes. JAMA 2021: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34427594/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.