# Sorologias de rotina para HIV, hepatites e sífilis: quem deve fazer e quando URL: https://sanareclinic.com.br/sorologia/sorologias-hiv-hepatites-sifilis/ HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis podem passar anos sem sintomas, e por isso as diretrizes recomendam testar adultos mesmo sem queixas. Descobrir cedo permite tratar, proteger o fígado e evitar transmissão. ## Por que testar quem não tem sintomas Algumas infecções permanecem silenciosas por muito tempo. A hepatite C pode levar décadas para causar cirrose; a hepatite B crônica muitas vezes só se manifesta quando o fígado já está comprometido; o HIV pode ficar anos sem sintomas; e a sífilis tem fases em que as lesões desaparecem sozinhas, enquanto a infecção continua. A força-tarefa de prevenção dos Estados Unidos (USPSTF) estima que até 60% das pessoas com hepatite B crônica naquele país não sabem que estão infectadas. Hoje, todas essas infecções têm tratamento eficaz, e no caso da hepatite C o tratamento é capaz de eliminar o vírus na grande maioria das pessoas. Por isso, testar adultos sem sintomas se tornou recomendação de diretrizes internacionais. No Brasil, esses testes também estão disponíveis na rede pública. ## Hepatite C: pelo menos uma vez na vida adulta A USPSTF recomenda testar a hepatite C em todos os adultos de 18 a 79 anos, ao menos uma vez, independentemente de fatores de risco. O documento destaca que a hepatite C é a infecção crônica transmitida pelo sangue mais comum nos Estados Unidos e uma das principais causas de complicações hepáticas. O exame inicial pesquisa anticorpos contra o vírus. Se for reagente, um segundo teste, que procura o material genético do vírus, confirma se a infecção está ativa ou se resolveu no passado. Pessoas com exposições contínuas, como uso de drogas injetáveis, devem repetir periodicamente. Transfusões antes dos anos 1990, procedimentos com material reutilizado e tatuagens em locais sem controle sanitário são situações em que o teste é especialmente importante. ## HIV: testar faz parte da rotina A USPSTF recomenda testar o HIV em adolescentes e adultos de 15 a 65 anos, e também em pessoas mais jovens ou mais velhas com risco aumentado. Segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, os Centros de Controle de Doenças daquele país recomendam que todas as pessoas entre 13 e 64 anos façam o teste ao menos uma vez como parte da rotina de saúde, e que quem tem exposições frequentes repita anualmente. Os testes atuais detectam anticorpos e uma proteína do vírus, o que encurta a janela entre a exposição e a detecção. Ainda assim, se houve uma exposição recente, pode ser necessário repetir. Em situações de exposição de risco, existe a profilaxia pós-exposição, que precisa ser iniciada o mais rápido possível e deve ser procurada com urgência em um serviço de saúde. ## Hepatite B: risco e vacinação Para a hepatite B, a USPSTF recomenda testar adolescentes e adultos com risco aumentado, como pessoas nascidas em regiões com alta prevalência, quem convive ou tem parceria sexual com pessoa infectada, pessoas com HIV, quem usa drogas injetáveis e homens que fazem sexo com homens. Na prática clínica, o teste também é feito antes de tratamentos que suprimem a imunidade e em pessoas com enzimas do fígado alteradas. A avaliação costuma combinar o antígeno de superfície, que indica infecção, e anticorpos que mostram infecção passada ou proteção por vacina. Quem não tem proteção pode ser vacinado. A vacina contra hepatite B é segura e faz parte do calendário de adultos. ## Sífilis e outras infecções A sífilis voltou a crescer em muitos países nas últimas décadas, inclusive no Brasil. O diagnóstico é feito em duas etapas: um teste de triagem e, se reagente, um teste confirmatório, como descreve a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. A interpretação combina os dois resultados, porque alguns testes permanecem positivos por toda a vida mesmo após o tratamento, e outros servem para acompanhar a resposta. A testagem é indicada para pessoas com risco aumentado, gestantes e quem tem outra infecção sexualmente transmissível. Muitas vezes, os testes para HIV, hepatites e sífilis são feitos juntos, porque as formas de transmissão se sobrepõem. Testar não é um julgamento sobre comportamento. É um cuidado de saúde como medir a pressão ou o colesterol, e a recomendação de testar todos os adultos em algumas dessas infecções existe justamente para tirar o peso do estigma e alcançar quem não se percebe em risco. ## Sigilo, contexto e o cuidado da Sanare Na Sanare, as sorologias infecciosas fazem parte da avaliação quando indicadas pela idade, pelos fatores de risco, por alterações em exames do fígado ou antes de alguns tratamentos, como procedimentos de medicina regenerativa que usam o sangue do próprio paciente. A Dra. Vânia Declair Cohen explica por que cada teste foi pedido e o que o resultado significa. Os resultados são sigilosos e fazem parte do prontuário. Quando algum teste é reagente, o paciente é orientado com cuidado sobre a confirmação e encaminhado ao infectologista ou hepatologista para o tratamento adequado. ## Perguntas frequentes - Preciso fazer exame de hepatite C mesmo sem fator de risco? Sim. A USPSTF recomenda testar todos os adultos de 18 a 79 anos ao menos uma vez, porque a hepatite C costuma ser silenciosa por décadas e tem tratamento eficaz. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-hepatite-c-sem-fator-de-risco/) - Com que frequência devo fazer teste de HIV? Todos os adultos devem fazer ao menos uma vez. Quem tem exposições frequentes, como parcerias novas sem preservativo ou outras infecções sexualmente transmissíveis, deve repetir ao menos uma vez por ano, ou com mais frequência conforme orientação. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-hiv-frequencia-teste/) - Sorologia de sífilis positiva depois do tratamento é normal? Pode ser. Os testes treponêmicos costumam permanecer positivos por toda a vida, mesmo após tratamento adequado. A resposta ao tratamento é acompanhada pelos testes não treponêmicos, como o VDRL, que devem cair ao longo dos meses. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-sifilis-positiva-apos-tratamento/) - Quem foi vacinado contra hepatite B precisa fazer exame? Nem sempre. Pessoas vacinadas sem risco aumentado não precisam de testes de rotina. Profissionais de saúde, pessoas com imunidade reduzida e contatos de pessoas infectadas podem precisar verificar a resposta à vacina. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/exames-hepatite-b-vacinado/) ## Dados e evidências - A USPSTF recomenda testar hepatite C em todos os adultos de 18 a 79 anos. Fonte: USPSTF, JAMA 2020 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32119076/) - A USPSTF recomenda testar HIV em adolescentes e adultos de 15 a 65 anos, e em pessoas fora dessa faixa com risco aumentado. Fonte: USPSTF, JAMA 2019 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31184701/) - Até 60% das pessoas com hepatite B crônica nos EUA não sabem que estão infectadas; a USPSTF recomenda testar quem tem risco aumentado. Fonte: USPSTF, JAMA 2020 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33320230/) - O CDC recomenda que pessoas de 13 a 64 anos façam o teste de HIV ao menos uma vez como parte da rotina de saúde. Fonte: MedlinePlus (NIH) (https://medlineplus.gov/lab-tests/hiv-screening-test/) ## Fontes - USPSTF. Screening for Hepatitis C Virus Infection in Adolescents and Adults. JAMA 2020: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32119076/ - USPSTF. Screening for HIV Infection. JAMA 2019: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31184701/ - USPSTF. Screening for Hepatitis B Virus Infection in Adolescents and Adults. JAMA 2020: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33320230/ - MedlinePlus. HIV Screening Test: https://medlineplus.gov/lab-tests/hiv-screening-test/ - MedlinePlus. Syphilis Tests: https://medlineplus.gov/lab-tests/syphilis-tests/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.