# Exames antes da soroterapia: o que avaliar e por quê URL: https://sanareclinic.com.br/soroterapia/exames-antes-da-soroterapia/ Os exames feitos antes da soroterapia definem se o soro é seguro e o que ele deve conter. Conheça os principais, entenda o que cada um mostra e por que a lista é personalizada pela médica. ## Exame não é burocracia Antes de prescrever um soro, a médica precisa responder a duas perguntas: existe algo que torne a infusão arriscada para você, e existe algo que justifique colocar determinado nutriente na veia? Os exames ajudam nas duas. Eles mostram se rins e fígado estão dando conta, se há deficiência real de ferro ou de vitaminas e se alguma condição pede mudança de composição. Não existe um painel fixo para todo mundo. A lista depende da sua idade, história, sintomas, medicamentos e do tipo de soro em discussão. Na consulta inicial da Sanare, que dura cerca de duas horas, a médica revisa exames que você já tem e solicita apenas o que falta para decidir com segurança. Também é por isso que exames feitos por conta própria, em pacotes amplos, raramente substituem uma solicitação orientada: muitos números sem pergunta clínica confundem mais do que esclarecem. ## Rins, fígado e eletrólitos A função renal costuma ser o primeiro ponto. Creatinina e taxa de filtração estimada mostram se os rins conseguem eliminar o excesso de vitaminas hidrossolúveis, magnésio e outros componentes. Com função reduzida, alguns itens precisam sair do soro ou ter a dose diminuída. Há relatos publicados de lesão renal por oxalato depois de vitamina C na veia em pessoas com doença de base. Sódio, potássio, magnésio e cálcio ajudam a calibrar a solução, especialmente em quem usa diuréticos ou tem pressão alta. Enzimas do fígado entram quando há suspeita de alteração hepática, uso de vários medicamentos ou planos que envolvem substâncias metabolizadas no fígado. ## Hemograma, ferritina e o ferro O hemograma mostra se há anemia e dá pistas sobre o tipo. A ferritina, proteína que reflete o estoque de ferro, é essencial quando se cogita ferro na veia, e costuma ser avaliada junto com ferro sérico e saturação da transferrina. Um estudo publicado na revista Blood mostrou que o benefício do ferro na veia sobre o cansaço de mulheres sem anemia se concentrou nas que tinham ferritina de até 15 ng/mL. Como a ferritina também sobe em processos inflamatórios, a médica pode pedir um marcador de inflamação, como a proteína C reativa, para interpretar o resultado. Ferro só é reposto quando há deficiência: o NHLBI lembra que excesso de ferro pode danificar órgãos. ## Vitaminas, glicemia e a deficiência de G6PD Dosagens de vitamina B12, vitamina D, ácido fólico e, em alguns casos, zinco ajudam a decidir se há deficiência a corrigir e por qual via. Glicemia e hemoglobina glicada entram em quem tem risco metabólico. Vale saber que doses altas de vitamina C podem alterar alguns medidores de glicose de ponta de dedo. A dosagem de G6PD merece destaque. Essa enzima protege os glóbulos vermelhos, e sua deficiência, herdada e mais comum em pessoas de ascendência africana, mediterrânea ou asiática, costuma não dar sintomas até um gatilho. Em revisão de casos de hemólise associada à vitamina C, mais de 70% dos pacientes tinham deficiência de G6PD. Antes de doses altas de vitamina C, esse exame é prudente. ## Histórico que nenhum exame mostra Alguns dados decisivos não aparecem em exame de sangue. Reação anterior a algum medicamento ou a uma infusão, histórico de cálculo renal, doença cardíaca, gestação, cirurgias no estômago ou no intestino, alergias, desmaios em coletas de sangue e uso de anticoagulantes mudam a decisão tanto quanto um resultado laboratorial. A revisão sobre reações a infusões de ferro publicada na Haematologica aponta como fatores de risco a reação prévia a uma infusão, múltiplas alergias a medicamentos e atopia grave, informações que só a conversa revela. Por isso, a consulta inicial na Sanare dura cerca de duas horas: é tempo para ouvir a história com calma, cruzar com os exames e só então decidir. Anote antes o que lembrar sobre alergias e reações passadas; isso ajuda a médica a fazer as perguntas certas. ## Como a Sanare usa os exames ao longo do programa Os exames não servem só para liberar o primeiro soro. Dentro do Programa Sanare de 12 semanas, eles são o ponto de partida para medir evolução. Quando a indicação foi uma deficiência, a médica define quando repetir a dosagem para confirmar a resposta e evitar excessos. A bioimpedância mensal complementa os exames de sangue, mostrando o que acontece com massa muscular, gordura e água corporal. Com esses dados, o plano é ajustado: um soro pode ser mantido, espaçado, modificado ou suspenso. Traga seus exames dos últimos seis a doze meses para a consulta; isso evita repetições desnecessárias e ajuda a médica a enxergar sua tendência no tempo. ## Perguntas frequentes - Quais exames fazer antes da soroterapia? Os mais comuns são função renal, eletrólitos, hemograma e ferritina; vitaminas, glicemia, fígado e G6PD entram conforme a história e o soro planejado. A médica define a lista. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-quais-exames-fazer/) - O que é o exame de G6PD e por que pedir antes da vitamina C na veia? O G6PD mede uma enzima que protege os glóbulos vermelhos. Quem tem deficiência pode ter destruição dessas células com doses altas de vitamina C, por isso o exame é prudente antes. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-exame-g6pd-vitamina-c/) - Exames antigos servem para começar a soroterapia? Podem servir como ponto de partida, mas exames muito antigos ou feitos antes de uma mudança de saúde costumam ser repetidos. A médica avalia data e contexto. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-exames-antigos-servem/) - Preciso repetir exames durante a soroterapia? Depende do objetivo. Quando o soro trata uma deficiência, como a de ferro, a repetição confirma a resposta e evita excesso; em outros casos, a médica define o momento. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-repetir-exames-durante/) ## Dados e evidências - Em 90 mulheres sem anemia e com cansaço, ferro na veia reduziu o cansaço em 1,8 ponto contra 0,4 do placebo apenas no grupo com ferritina de até 15 ng/mL. Fonte: Krayenbuehl et al., Blood, 2011 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21705493/) - Em 14 relatos de hemólise associada à vitamina C, 71,4% dos pacientes tinham deficiência de G6PD e só dois tinham hemólise prévia conhecida. Fonte: Juneja et al., Indian J Crit Care Med, 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35712748/) - Doses altas de ácido ascórbico causaram elevações falsas de glicose em dois de três medidores hospitalares testados. Fonte: J Diabetes Sci Technol, 2021 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32506941/) - O NHLBI explica que suplementos de ferro geralmente não são dados a quem não tem anemia por deficiência de ferro, porque o excesso pode danificar órgãos. Fonte: NHLBI, NIH (https://www.nhlbi.nih.gov/health/anemia/treatment) ## Fontes - Intravenous iron for the treatment of fatigue in nonanemic, premenopausal women with low serum ferritin (Blood, 2011): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21705493/ - Vitamin C-induced Hemolysis: Meta-summary and Review of Literature (2022): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35712748/ - MedlinePlus: G6PD Test: https://medlineplus.gov/lab-tests/g6pd-test/ - Ascorbic acid interference with glucose meters (2021): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32506941/ - NHLBI: Anemia treatment and management: https://www.nhlbi.nih.gov/health/anemia/treatment - Risk factors for and effects of persistent and severe hypophosphatemia following ferric carboxymaltose (JCEM, 2022): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34850000/ --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.