# Quem pode e quem não pode fazer soroterapia URL: https://sanareclinic.com.br/soroterapia/quem-pode-e-quem-nao-pode-fazer-soroterapia/ Nem todo mundo deve receber soro na veia, e a decisão depende de uma avaliação médica individual. Aqui você vê quem costuma se beneficiar da avaliação, quais condições pedem cautela e por que a resposta pode ser não. ## A decisão começa pela pergunta clínica A primeira pergunta não é se você pode receber um soro, mas por que receberia. A soroterapia faz mais sentido quando existe um objetivo claro: uma deficiência documentada, uma dificuldade de absorção, uma fase de recuperação dentro de um plano ou uma necessidade que a via oral não conseguiu atender. Por isso, pessoas que chegam com queixas vagas, como cansaço ou queda de rendimento, primeiro passam por investigação. Às vezes a causa é anemia, tireoide, sono ruim, perda de massa muscular ou estresse prolongado, e o tratamento principal está em outro lugar. A soroterapia pode entrar como apoio, mas não como atalho que pula o diagnóstico. ## Quem costuma ser avaliado para soroterapia Na prática, a avaliação para a via endovenosa costuma envolver pessoas com deficiência de ferro que não toleraram ou não responderam ao comprimido, pessoas com condições intestinais que reduzem a absorção, quem passou por cirurgia bariátrica, quem está em programa de emagrecimento com alimentação reduzida e precisa de atenção redobrada aos micronutrientes, e pessoas em planos de longevidade com objetivos definidos. A diretriz da Associação Americana de Gastroenterologia sobre anemia por falta de ferro resume bem o raciocínio para o ferro: a via venosa deve ser usada quando o paciente não tolera o ferro oral, quando a ferritina não melhora com o comprimido ou quando há uma condição em que a absorção oral é improvável. Para outros nutrientes, a lógica é semelhante: primeiro o diagnóstico, depois a via. ## Condições que pedem cautela Algumas situações não impedem necessariamente o soro, mas mudam a dose, o volume ou a velocidade. A Cleveland Clinic recomenda evitar a terapia de vitaminas na veia sem orientação para quem está em tratamento de doença cardíaca, pressão alta, doença renal ou durante a gestação. O motivo é simples: o coração e os rins precisam lidar com o volume de líquido e com os minerais que entram de uma só vez. Outras condições também exigem atenção: diabetes, porque doses altas de vitamina C podem interferir em alguns medidores de glicemia de ponta de dedo; histórico de cálculo renal; doenças autoimunes; alergias a medicamentos; veias muito finas ou difíceis; e uso de anticoagulantes, diuréticos ou medicamentos que alteram eletrólitos. ## Quando a resposta é não Há situações em que a médica pode concluir que o soro não deve ser feito, pelo menos naquele momento. Insuficiência renal importante, insuficiência cardíaca descompensada, infecção ativa no caso do ferro, gestação no início no caso das infusões de ferro, deficiência de G6PD diante de doses altas de vitamina C e reação grave anterior a algum componente são exemplos. Uma revisão de casos publicada em 2022 encontrou que cerca de 71% das pessoas que tiveram hemólise associada à vitamina C tinham deficiência de G6PD, quase sempre sem saber. Esse tipo de dado mostra por que a triagem vale a pena. Um não bem explicado também é cuidado: ele protege você e abre espaço para alternativas pela boca, por injeção intramuscular ou por mudanças no plano. ## Medicamentos e suplementos também contam Uma parte importante da triagem é a lista do que você já usa. Diuréticos alteram potássio e magnésio; anticoagulantes pedem cuidado com hematomas no local da punção; alguns medicamentos para diabetes e para pressão mudam a forma como o corpo lida com líquidos; e suplementos tomados por conta própria podem somar doses ao que vem no soro. A Cleveland Clinic inclui as interações com medicamentos entre os riscos da terapia de vitaminas na veia. Por isso, leve à consulta a lista completa, com nome, dose e horário, incluindo fitoterápicos, chás, vitaminas e produtos manipulados. Uma vitamina que parece inofensiva isoladamente pode, somada ao soro, ultrapassar o que o seu organismo precisa. Esse cuidado vale também durante o programa: qualquer remédio novo deve ser informado antes da sessão seguinte. ## Como a Sanare faz essa triagem Na consulta inicial, de cerca de duas horas, a médica revisa sua história completa, os exames recentes e todos os medicamentos e suplementos que você usa, inclusive fitoterápicos. Quando necessário, pede exames antes de liberar a soroterapia, como função renal, hemograma, ferritina e, em algumas situações, a dosagem de G6PD. Se a soroterapia for indicada, ela entra num Programa Sanare de 12 semanas, com visita semanal e reavaliação contínua. A cada sessão, a enfermagem confere sinais vitais e pergunta sobre mudanças desde a última visita, como um medicamento novo, uma infecção ou uma alteração de pressão. Qualquer mudança relevante volta para a médica antes da próxima infusão. ## Perguntas frequentes - Quem tem pressão alta pode fazer soroterapia? Pode, em muitos casos, desde que a pressão esteja controlada e a médica ajuste volume, composição e velocidade. A pressão é medida antes e durante a sessão. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-pressao-alta-pode/) - Grávida pode fazer soroterapia? Na gestação, soros de vitaminas para bem-estar não são indicados sem acompanhamento obstétrico. Situações específicas, como anemia importante, são tratadas pelo obstetra com critérios próprios. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-gravida-pode/) - Quem tem problema nos rins pode fazer soro de vitaminas? Com muita cautela, e às vezes não. Os rins eliminam o excesso de vitaminas e minerais do soro, e quando funcionam pouco esse excesso pode se acumular. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-doenca-renal/) - Idosos podem fazer soroterapia? Idade não é impedimento, mas aumenta a atenção. Rins, coração, veias e medicamentos em uso pesam mais na decisão e na dose. (https://sanareclinic.com.br/perguntas/soroterapia-idosos-pode/) ## Dados e evidências - Diretriz de 2024 da AGA orienta usar ferro na veia quando o paciente não tolera o ferro oral, quando a ferritina não melhora com o comprimido ou quando a absorção oral é improvável. Fonte: AGA Clinical Practice Update, 2024 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38864796/) - Em 14 relatos de hemólise associada à vitamina C, 71,4% dos pacientes tinham deficiência de G6PD e 57,1% receberam a vitamina pela veia. Fonte: Juneja et al., Indian J Crit Care Med, 2022 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35712748/) - A Cleveland Clinic recomenda evitar a terapia de vitaminas na veia sem orientação para quem trata doença cardíaca, pressão alta, doença renal ou está grávida. Fonte: Cleveland Clinic (https://health.clevelandclinic.org/iv-vitamin-therapy) ## Fala da médica "É pra gente pecar pelo excesso." — Dra. Vania Declair Cohen ## Fontes - AGA Clinical Practice Update on Management of Iron Deficiency Anemia (2024): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38864796/ - Vitamin C-induced Hemolysis: Meta-summary and Review of Literature (2022): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35712748/ - Cleveland Clinic: IV vitamin therapy: https://health.clevelandclinic.org/iv-vitamin-therapy - Hypersensitivity reactions to intravenous iron: guidance for risk minimization and management (Haematologica, 2014): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25420283/ - Oxalate nephropathy and intravenous vitamin C (Am J Kidney Dis, 2013): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23548555/ - MedlinePlus: Magnesium in diet: https://medlineplus.gov/ency/article/002423.htm --- Sanare Clinic — medicina de longevidade, integrativa, regenerativa e nutrologia em São Paulo. Endereço: Rua João Cachoeira, 1397, Itaim Bibi, São Paulo — SP, 04535-015. WhatsApp oficial: +55 11 96964-1144 (https://wa.me/5511969641144). Médica responsável: Dra. Vania Declair Cohen (CRM/SP 260848), mais de 8 mil pacientes atendidos; pesquisa publicada desde 1994 (Rev Bras Enferm 1994, doi:10.1590/S0034-71671994000100005; Ostomy Wound Manage 1997, PMID 9233238; 1999, PMID 10347511); criadora da fórmula do Dersani, à base de ácidos graxos essenciais; pós-graduação no Hadassah Medical Center (Jerusalém); palestrante na FUE Europe 2024. Método: Programas Sanare de 12 semanas — consulta inicial de cerca de 2 horas, visita semanal, bioimpedância mensal e relatório de evolução. O conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.